Cristiano Alexandre Ferreira e César Paim foram demitidos dos cargos no mesmo dia
A Congregação Santa Catarina demitiu dois diretores do Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Tubarão, no início da noite de quinta-feira: César Paim, que assumiu como diretor executivo em dezembro, substituindo Patrícia de Toledo; e Cristiano Alexandre Ferreira, diretor técnico do HNSC, que estava há mais de dois anos no cargo.
Segundo dr. Cristiano, sua saída já estava prevista desde outubro do ano passado, quando outro profissional já estava, inclusive, sendo treinado para o cargo e para ser feita a transição. “É uma questão de ciclos. Este se fechou, e outros se abrem. Continuarei atuando como cardiologista no HNSC como sempre atuei, e só tenho a agradecer a oportunidade dada pela congregação nestes dois anos. Foi uma grande experiência, mas realmente estou cansado, desgastado, e esta transição já era prevista, e é necessária agora. Saio com a sensação de dever cumprido”, diz.
César Paim não foi encontrado para falar sobre seu desligamento.
A assessoria da Congregação Santa Catarina se manifestou por nota: “Em função de reformulações na equipe de gestão do HNSC, informamos que o sr. César Paim e o dr. Cristiano Alexandre Ferreira estão deixando, respectivamente, os cargos de diretor executivo e diretor técnico. Dr. Cristiano continua integrando o corpo clínico do hospital. Temporariamente, o sr. Juliano Petters (diretor executivo do Hospital Santa Isabel – Blumenau) acumulará as funções de diretor executivo. No cargo de diretor técnico, assume, também temporariamente, o dr. Chafic Esper Kallas Filho. Agradecemos ao César e ao dr. Cristiano por todo o trabalho desenvolvido no período em que atuaram na gestão do HNSC, e lhes desejamos sucesso em seus novos desafios”.
Algumas divergências marcaram os gestores
Dr. Cristiano Ferreira esteve à frente de uma polêmica no ano passado envolvendo parte do corpo clínico do HNSC, quando, em uma sessão da Câmara de Vereadores, ele disse que médicos do hospital formavam uma máfia. Logo em seguida, muitos destes profissionais foram trocados na instituição.
Segundo ele, algumas coisas realmente precisavam e foram feitas no hospital, como a troca de algumas equipes, “com a intenção de melhorar o atendimento e também no que dizia respeito à saúde financeira do hospital”.
O cardiologista disse que teve algumas divergências com o então diretor executivo César Paim, e, entre os motivos, justamente estas mudanças nas equipes. “Nada grande, divergências comuns no dia a dia de uma empresa entre gestores. O César queria apaziguar, compor as equipes, talvez trazendo de volta os médicos que já haviam saído. Eu era contra esta alteração. Mas não sei dizer quais foram as razões do desligamento dele. Da minha, eu sei que não foi por isso”, pontua.