Sexta-feira, 17 de julho de 2026
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Estado terá impactos com segundo tarifaço dos EUA

Fiesc manifesta preocupação com a nova sobretaxa imposta por Trump

17/07/2026 06:00|Por Redação

A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) manifesta preocupação com a nova sobretaxa de 25% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, no chamado “Segundo Tarifaço”. Estudo da Federação mostra que 54,5% da pauta exportadora do estado será afetada com as novas alíquotas. A medida anunciada no dia 15 confirma a recomendação inicial do órgão de comércio dos Estados Unidos (USTR na sigla em inglês) de aumentar as tarifas. 

“O tamanho do mercado americano dá aos Estados Unidos uma elevada capacidade de negociação com qualquer parceiro do mundo. Por isso, a Fiesc esperava do Governo Federal mais empenho diplomático e técnico e menos discurso de soberania”, avalia o presidente da Federação, Gilberto Seleme. 

Na avaliação da Fiesc, dada a magnitude da negociação, a expectativa é de que o Governo Federal compreenda que este não é o momento de acionar mecanismos como o da reciprocidade tarifária, que podem agravar ainda mais a situação.

“A Fiesc e a CNI mantiveram, nos Estados Unidos, esforços intensos de diplomacia empresarial para reverter a recomendação do USTR ao presidente Trump, mas a falta de humildade política do Governo Federal comprometeu o resultado dessa articulação”, declarou Seleme.

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Efeitos 

A Fiesc salienta que o “Segundo Tarifaço” deve repetir os efeitos negativos da primeira elevação das tarifas, quando as exportações catarinenses para os EUA recuaram 38,2% e o estado deixou de gerar cerca de 7,6 mil postos de trabalho. 

As novas tarifas vão atingir 54,5% do valor das exportações de Santa Catarina. Além disso, 40,3% do valor exportado pelo estado para os Estados Unidos já está sendo tarifado sob a seção 232. O que resulta em apenas 5,2% das vendas aos EUA isentas de sobretaxas de qualquer natureza.

O impacto maior está concentrado em produtos estratégicos para as regiões Serrana, Oeste e Planalto Norte.  

Na visão de Seleme, o tarifaço é ruim para o Brasil e para Santa Catarina, mas também é ruim para os próprios americanos, que pagarão mais caro pelos produtos importados.

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