Santa Catarina registrou queda na recusa familiar à doação, aponta levantamento
Santa Catarina liderou as estatísticas nacionais de transplantes em 15 dos últimos 20 anos e ficou na segunda colocação nos demais períodos, conforme levantamento da Central Estadual de Transplantes (SC Transplantes).
O médico Joel de Andrade, coordenador da Central desde 2005, atribui os resultados ao trabalho integrado das equipes envolvidas na captação e logística dos órgãos. São cerca de 30 profissionais na logística técnica e mais de 300 coordenadores de captação, médicos e enfermeiros intensivistas distribuídos em 73 unidades hospitalares do estado.
A estrutura funciona 24 horas por dia, durante todo o ano. Os transplantes são realizados em hospitais de Blumenau, Joinville, Chapecó, Itajaí, Criciúma, São José e Florianópolis.
Dados da SC Transplantes mostram que Santa Catarina possui atualmente 45 doadores efetivos por milhão de habitantes (pmp), a maior taxa do país. A média brasileira é de 20,3 doadores por milhão.
A Central também registra uma queda na recusa familiar à doação. O índice passou de 70% em 2007 para 32% em 2025. No Brasil, a taxa é de 45%. De acordo com a equipe responsável pelo sistema estadual, a redução está relacionada ao treinamento e à preparação dos profissionais que fazem a abordagem junto às famílias.
O levantamento da SC Transplantes aponta ainda que o índice continuou caindo neste ano. Até agosto, a recusa familiar estava em 31%.