As ações de prevenção à varíola dos macacos serão intensificadas em Santa Catarina. O trabalho é tornar a medida de identificação e isolamento dos pacientes o mais eficiente possível para evitar que a doença chegue aos públicos mais vulneráveis e quadros graves - crianças, gestantes e imunocomprometidos.
O superintendente de Vigilância em Saúde, Eduardo Macário, o diretor da Dive, João Fuck, e o médico infectologista Fábio Gaudenzi anunciaram a estratégia de enfrentamento para a prevenção e controle da doença no Estado.
Eduardo Macário afirmou que a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) considera comunitária a transmissão da varíola dos macacos quando não é mais possível identificar a origem da infecção, o que reforça a necessidade de elevar o nível de alerta para a população com relação à prevenção e identificação.
“Nós estamos orientando todos os serviços de saúde para que haja reforço na identificação precoce dos casos e na orientação da importância do isolamento da pessoa infectada para evitar a transmissão para outras pessoas, em especial aquelas dos grupos mais vulneráveis, como crianças, gestantes e imunodeprimidos”, assinala Eduardo Macário.
No momento, no Brasil, não há vacina contra a varíola dos macacos disponível, porém, o Ministério da Saúde avalia a incorporação em situações específicas para públicos mais vulneráveis e para bloqueios de transmissão.
Com relação a outras formas de prevenção, como a transmissão ocorre por gotículas respiratórias e contato próximo, medidas gerais como o uso de máscara, evitar ambientes fechados e com aglomerações e a higiene frequente das mãos, ajudam no controle da doença.
Perfil dos casos em Santa Catarina
Até o momento, foram notificados 32 casos de varíola dos macacos no Estado. Destes, dez foram descartados, 16 permanecem em investigação e seis foram confirmados, sendo um caso importado que, embora tenha sido notificado por Santa Catarina, é residente no estado de São Paulo e cinco residentes em Santa Catarina, nos municípios de Leoberto Leal (1), Florianópolis (3), Joinville (1).
“Os casos têm se concentrado em adultos jovens, na faixa dos 20 a 39 anos. Quando a gente pensa em sintomas, a maior parte apresenta lesões cutâneas, mas também apresentam dor de garganta, fraqueza, dor de cabeça, febre, dores no corpo”, aponta o diretor da Dive, João Fuck.