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Escola estadual fecha as portas em Tubarão

24/01/2019 06:00

A Escola de Educação Básica Tomé Machado Vieira, localizada no bairro Oficinas, foi fechada pelo governo do Estado. A notícia chegou à Gerência Regional de Educação no final do ano passado, mas foi divulgada somente nesta semana para funcionários e familiares.


Segundo uma nota enviada pelo governo do Estado, “a decisão, realizada no final do ano letivo de 2018 e homologada no início de janeiro, teve como objetivo otimizar a rede considerando a melhor distribuição das turmas, tendo em vista que, atualmente, a escola Tomé possui cerca de 140 estudantes.

Com a medida, houve uma redução de 18 para 11 turmas”.


De acordo com o diretor da Gerência Regional de Educação de Tubarão, Jaime Ondino Teixeira, os alunos serão transferidos para outra escola próxima, a Senador Francisco Benjamim Gallotti. Ela fica no mesmo bairro e, segundo o governo estadual, situa-se a 1500 metros da Escola Tomé Machado Vieira. Jaime ainda explica que o fechamento da escola se deve a uma denúncia feita, em 2013.


“A Associação de Pais e Professores da época denunciou a escola ao Ministério Público. Eles apontaram falhas na estrutura física, e o processo estava em andamento desde então. O governo perdeu em primeira instância, recorreu, e perdeu novamente. Foi dado um prazo de 60 dias para fazer as melhorias previstas, mas as obras custariam entre R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão, valor inviável. Por isso, foi decidido encerrar as atividades ali no prédio”, explica Jaime.


O diretor da Gered conta que o Galloti, que vai receber os novos alunos, tem atualmente 400 estudantes. Mas o espaço, segundo ele, pode atender até 2.500 pessoas. “O Estado vai disponibilizar transporte escolar aos alunos que necessitarem. Em alguns casos, os estudantes poderão ser transferidos para outras escolas mais próximas de onde eles moram, se houver vaga, já que aquela região conta com um grande número de instituições de ensino”.


Uma reunião está prevista para acontecer hoje, na Gered, para formalizar as mudanças. Os professores também deverão ser realocados, segundo a Regional.

 

Risco de evasão e desistência

A coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina, da Regional  de Tubarão, Tânia Fogaça, disse que soube apenas ontem sobre o fechamento da E.E.B. Tomé Machado Vieira. “Penso que todos foram pegos de surpresa. Até estranhamos. Acredito que pais e professores deveriam ser chamados antes da decisão ser tomada. A cada escola que fecha, corremos o risco de perder o aluno”.

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Guilherme Corrêa

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