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Entidades se declaram contra os fechamentos

16/07/2020 06:00

Entidades que representam lojistas e empresários de Tubarão e Braço do Norte se manifestaram contrárias às medidas decretadas que estabelecem a quarentena e que acarretarão no fechamento de atividades consideradas não essenciais, entre elas o comércio.


Para o presidente da CDL de Tubarão, Rafael Gomes Silvério, “a notícia não era a que nós esperávamos. Sabemos da atual situação da covid-19 na nossa cidade, sabemos da saturação dos leitos de UTI, da alta taxa de contaminação, no entanto considerávamos, e já deixamos exposto na coletiva de ontem na Amurel, que deveríamos encontrar soluções alternativas e não o fechamento total do comércio em geral. Alternativas como restrições de horários, redução de pessoas dentro das lojas, atendimento com porta fechada, individualizado, enfim. No entanto, estas sugestões não foram acatadas e foi imposto este novo decreto por nove dias. Infelizmente, as empresas, principalmente o comércio, que vinham se recuperando do primeiro fechamento, em março, terão que fechar novamente. As despesas vão continuar, mas a receita não. Haverá consequências muito ruins para a economia de Tubarão, pessoas serão demitidas, empresas que já não estavam indo bem precisarão fechar definitivamente. Nós nos preocupamos com o equilíbrio entre saúde e economia”, avalia.


Em nota oficial da entidade juntamente com o Sindilojas, mesmo contrários ao decreto disseram que cumprirão integralmente a decisão e pedem aos lojistas que o decreto seja respeitado na sua totalidade.


Para o presidente da Acit (Associação Empresarial de Tubarão), Gean Carlo de Bom da Silva, o decreto estabelecendo o fechamento é preocupante, dada a situação econômica da maioria das empresas diante da pandemia nestes 120 dias. “Nos preocupa muito porque a situação já não vinha boa, e agora, com mais este fechamento, não sei como será. Até porque não se tem uma comprovação se realmente estes nove dias serão suficientes ou resolverão o problema. Acredito que poderia ter sido tomada uma outra decisão, de forma mais flexível, precisaria ter mais discussão sobre o assunto”, pontua.

 

Alternativas foram apresentadas

A Ampe (Associação de Micro e Pequenas Empresas e de Empreendedores Individuais de Tubarão e Região) também se manifestou pedindo que fossem discutidas alternativas que não o fechamento total. “Nos preocupamos em salvar as vidas, mas também em salvar a economia”, disse por nota. A CDL, a Acivale e o Conselho de Desenvolvimento Socioeconômico de Braço do Norte também emitiram nota. Eles repudiaram a recomendação técnica do Comitê de Saúde da Amurel sobre os fechamentos.

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