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Enchente: dia de limpeza e de esperança a lojistas

06/05/2022 06:00

Após a noite de terror de quarta-feira, com o transbordamento do rio Tubarão também na parte central da cidade, a quinta-feira foi dia de buscar forças não só para a limpeza como para a continuidade dos trabalhos de muitos comerciantes. Os sentimentos mesclavam entre tristeza e esperança.


O rio não chegou a sair de sua calha em muitos pontos, mas houve locais de alagamento formados por conta da cheia do leito.


Natália Oliveira era uma destas lojistas que correu logo cedo para verificar os estragos e fazer a limpeza de sua loja, localizada na esquina das ruas Esteves Júnior e Lauro Müller, no Centro. “Na quarta-feira pela manhã, já ficamos apreensivos com a situação, pois a chuva não parava e o rio estava subindo bastante. Quando a CDL comunicou que haveria o fechamento a partir do meio-dia, começamos a colocar os produtos em partes mais altas da loja, ficando apenas os móveis mesmo, que não daria para erguer pois são fixos”, conta.


Ela diz que foi uma situação muito nova e que deixou sem saber o que fazer. “Nunca tínhamos vivido isso. Só ouvimos os que os mais velhos contavam da enchente de 74, mas que era tudo diferente. Então, depois de ajeitar tudo, fomos para casa aguardar os acontecimentos de forma mais segura”, lembra. “Quando no fim da noite veio a notícia de que o rio iria transbordar no Centro, meu marido veio correndo para a loja para tentar fazer algo a mais e também ajudar os vizinhos aqui. No fim, deu tudo certo, mas a situação foi bem complicada e assustadora”, afirma Natália, que estava limpando a loja que ela tem há dois anos no local.


Loja completamente inundada

Já para Natali Araújo, proprietária de uma loja que fica abaixo do nível da rua Tubalcain Faraco, próximo à ponte Dilney Chaves Cabral, também no Centro, a situação foi ainda mais complicada. A loja dela foi completamente inundada e, pela manhã, foi necessária ajuda da Guarda Municipal para que, com uma bomba de sucção, a água do local fosse retirada. “Até conseguimos levantar algumas coisas no dia anterior, mas temos muitas mercadorias no depósito, que foi alagado. Como temos fabricação própria das nossas confecções, produtos como rolos de tecidos, aviamentos, entre outros, estavam no depósito, que nem consegui ir ver como ficou por conta deste alagamento dentro da loja”, lamenta. “Mas agora o jeito é limpar tudo, contabilizar os estragos e seguir em frente com nosso sonho”, revela Natali, que possui a loja no local há cerca de quatro anos.


Abertura do comércio ficou facultativa

Após o decreto da prefeitura de Tubarão sobre o fechamento do comércio durante a tarde de quarta-feira até o meio-dia dessa quinta-feira, o município alterou durante a manha de quinta o decreto que suspendia o funcionamento do comércio e outras atividades não essenciais, tornando facultativas as iniciativas.


Pelo decreto, ficou facultativo no município o atendimento presencial ao público, nos bancos e demais repartições privadas ou públicas, excetuando-se os serviços essenciais durante a tarde de quinta-feira.

“O município, pede, no entanto, bom senso por parte do setor produtivo quanto à dificuldade da mobilidade de seus colaboradores ou impedimento de poderem ir ao trabalho, já que muitos ainda enfrentam problemas por conta da inundação e alagamentos”, pontua o decreto.

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