Especialistas alertam para riscos do uso estético e do emagrecimento acelerado
Embora as canetas emagrecedoras representem um avanço no tratamento da obesidade e de doenças metabólicas, seu uso deve ocorrer exclusivamente dentro de uma indicação clínica bem definida. Segundo a associação que atua na área da geriatria e gerontologia, empregar essas medicações apenas para a perda de poucos quilos, com finalidade estética, não é recomendado. “Esses medicamentos não devem ser utilizados como solução rápida para emagrecimento pontual”, alertam os especialistas.
O tratamento da obesidade é considerado um processo complexo e de longo prazo, que vai além da redução numérica do peso corporal. A associação ressalta que o uso dessas medicações precisa estar inserido em uma abordagem multidisciplinar, com acompanhamento médico, orientação nutricional e estímulo à prática de atividade física. “O controle do peso deve estar sempre associado à promoção da saúde e da funcionalidade”, destacam os especialistas.
A prática regular de exercícios físicos, especialmente os voltados ao fortalecimento muscular, é apontada como fundamental durante o processo de emagrecimento. Esse cuidado contribui para reduzir a perda de massa magra, preservando força, mobilidade e autonomia. “Não é possível emagrecer apenas gordura; parte do peso perdido envolve músculo, o que exige atenção”, ressaltam.
Outro ponto de atenção é a velocidade da perda de peso. Segundo a associação, emagrecimentos acelerados tendem a intensificar a redução da massa muscular e podem gerar impactos negativos à saúde. “Quanto mais rápido o emagrecimento, maior o risco de perda funcional”, pontuam os especialistas, reforçando a importância de um processo gradual, aliado a uma alimentação equilibrada, rica em proteínas, vitaminas e minerais.
Orientação
Além dos aspectos físicos, a entidade destaca a necessidade de cuidado com a saúde emocional durante o tratamento. Dietas restritivas podem provocar desgaste psicológico e emocional. “A restrição alimentar deve ser acompanhada também do ponto de vista emocional, para evitar prejuízos ao bem-estar”, afirmam os especialistas.
Por fim, a associação reforça que as canetas emagrecedoras devem ser adquiridas somente com prescrição médica e em estabelecimentos regularizados.
Produtos de origem desconhecida ou vendidos no mercado ilegal representam riscos elevados à saúde. “A exigência de receita médica existe para garantir avaliação adequada, indicação correta e acompanhamento dos efeitos adversos”, destacam.