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Economista sugere ter calma e se readaptar

05/05/2020 06:00

Pequenos empresários e microempreendedores têm sido alguns dos grupos mais afetados economicamente durante a pandemia do coronavírus, principalmente quando ocorreu o período de restrições mais severas para o controle da disseminação do vírus. O professor e economista Jailson Coelho, de Tubarão, diz que esta é uma situação sem precedentes e não há ainda como avaliar os efeitos da crise econômica pela qual não só o país, mas o mundo passa em decorrência da pandemia.


Para ele, micro e pequenos empresários com dificuldade no fluxo de caixa devem buscar linhas de crédito nos bancos, e estes, por sua vez, precisam se readaptar à situação, com juros mais baixos. Isso vale também para trabalhadores informais, desempregados ou qualquer outra classe.


“Uma coisa é certa, todos, sem excessão, estão ou ainda vão passar pela crise, principalmente os microempreendedores. Não será um caso pontual, e os bancos terão que se adaptar a esta nova realidade e dar alternativas aos clientes, diminuir juros, desburocratizar, enfim, tudo para tentar minimizar os efeitos negativos da economia. O período é realmente conturbado”, avalia.


O professor diz, no entanto, que de nada adianta querer passar por cima dos cuidados com a saúde nesta época porque, com as pessoas doentes, a crise tende a se agravar ainda mais, entrando em colapso, de saúde e econômico.


“O momento pede calma, por mais que muitos entrem em desespero. A insegurança econômica está aí, é fato, e isso está ocorrendo no mundo. É preciso respeitar primeiro o que as autoridades em saúde nos dizem, porque só aí, então, será possível depois buscar as resoluções para as questões econômicas. Uma população doente é mais danosa que uma população em crise financeira, porque a primeira certamente acarretará na segunda”, reforça.


Outro ponto destacado pelo economista é a valorização dos funcionários. “Reforço os cuidados com a saúde. Muitas empresas têm em seus quadros colaboradores que estão lá por muito tempo. Esta experiência adquirida por ele é difícil de ser substituída, ou, pelo menos, mais trabalhosa. Se todos forem colocados na linha de frente, submetidos ao risco de contágio, a empresa certamente terá uma crise bem maior num futuro próximo. Porque com seus funcionários doentes, substituí-los será ainda mais danoso. O momento pede cuidado, muito cuidado”, pontua Jailson.


Nessa hora, segundo o professor, uma dica é praticar a solidariedade, como a doação de alimentos e produtos de higiene, por exemplo. 


“Uma crise não se resolve em dois meses, nem esta será resolvida. Para o empresário que não tem reserva de caixa, isso se torna ainda mais difícil. As perdas de rendas serão inevitáveis. As pessoas estão diminuindo e diminuirão ainda mais seus hábitos de consumo, principalmente o consumo por impulso. Há muita incerteza em relação ao que vem pela frente. Então, o momento também é de se reinventar. Há muitas alternativas de atendimento ao cliente, é só prestar atenção no que o momento pede e no que o mercado quer”, ensina.

 

Auxílio emergencial

O professor e economista Jailson Coelho ainda fala a respeito do auxílio emergencial de R$ 600 disponibilizado pelo governo a algumas classes. “Este é outro ponto para o qual também se pede calma. Sabemos que as dificuldades não esperam, que a necessidade tem pressa, mas é preciso que as pessoas que se cadastraram para o auxílio esperem a vez de serem chamadas. Toda uma análise é feita antes, e isso leva tempo, levando-se em conta que o número de cadastros é imenso. Mas de nada adianta se aglomerar nas filas dos bancos, colocando em risco a sua saúde e a dos outros, para só ir verificar se tem direito. As pessoas serão avisadas, é preciso aguardar”, conclui.

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