Pacientes tiveram sintomas claros da doença e estão em processo de recuperação
A Gerência Regional de Saúde de Tubarão confirmou ontem os dois primeiros casos autóctones de dengue no município. São duas mulheres, que contraíram a doença na própria cidade. Outros dois casos importados também foram confirmados.
Até ontem, Tubarão apresentava 53 focos de Aedes aegypti. Os focos foram encontrados em Oficinas (31), dez na Vila Esperança, quatro no Morrotes, três no Centro, dois no Dehon e um caso cada no Humaitá, São Cristóvão e São João margem direita. Ontem, na sede da Gerência Regional de Saúde, aconteceu uma capacitação sobre o uso de inseticidas, o qual deve ser utilizado para conter a transmissão da dengue apenas em localidades infestadas e com casos positivos da doença. “A atividade tem como objetivo matar as fêmeas adultas de Aedes aegypti contaminadas”, explica Sabrina.
“Reforçamos nesse momento que a população deve eliminar todo e qualquer depósito que possa acumular água, seja suja ou limpa. A maneira mais eficaz de evitar as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti é não permitir que ele nasça e só conseguimos isso eliminando água parada”, ressalta a bióloga.
Além de Tubarão, o município de São Ludgero também apresenta dois casos autóctones de dengue, e Braço do Norte apresentou um caso. No período de 1º de janeiro a 25 de março, foram notificados 22.586 casos suspeitos de dengue em Santa Catarina. Desses, segundo a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive), 4.769 foram confirmados, 6.563 foram descartados, 130 inconclusivos e 11.124 permanecem como casos suspeitos. “Na comparação com o mesmo período de 2022, quando foram notificados 18.898 casos suspeitos de dengue no Estado, observa-se um aumento de 20% no número de notificações no ano de 2023”, pontua o órgão.
Pacientes tiveram os sintomas bem claros
De acordo com a bióloga da Regional de Saúde, Sabrina Fernandes Cardoso, as pacientes que contraíram dengue estão bem, em processo de recuperação. “Todas tiveram características bem claras da doença, como febre alta, dor de cabeça, dor no corpo, dor atrás dos olhos, cansaço e manchas vermelhas pelo corpo”, enumera.
Sabrina explica, no entanto, que não é necessário o paciente apresentar todos os sintomas para ser considerado suspeito. “Mas a febre sempre está presente com mais dois dos sintomas citados. O paciente também pode apresentar náuseas e vômitos. Manifestações hemorrágicas também podem estar presentes, como sangramento da gengiva”, completa.
Os pacientes diagnosticados com a doença procuraram unidades de saúde para atendimento. “Todos os casos suspeitos devem realizar exame específico para dengue, que deve ser realizado na sede da Vigilância Epidemiológica dos municípios. O exame é gratuito”, pontua. “Haverá uma capacitação para suspeição e manejo clínico do paciente com dengue para médicos e enfermeiros”.