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Descoberta prévia tem chance de cura

11/12/2020 06:00

A pandemia da covid-19 não restringe a população de adquirir ou desenvolver outras doenças. Desta forma, muitos problemas de saúde, tal como o câncer de útero, podem surpreender as mulheres. Tal enfermidade ganhou, recentemente, destaque nacional com a notícia de que a jornalista e apresentadora da Rede Globo Fátima Bernardes se afastaria para a realização de um tratamento contra este tipo de tumor, detectado em fase inicial.


“Apesar de não ser o tumor mais frequente, ele tem grande impacto na saúde do público feminino. Para o Instituto Nacional do Câncer, apesar de estar em queda, este tipo de câncer ainda ocupa a 4ª posição na frequência e na causa de morte em mulheres no Brasil. Neste ano, estima-se um registro de mais 16 mil novos casos e mais de 6.500 mortes no país”, informa o cirurgião oncológico do Complexo Médico Provida Alexandre Nascimento Mateus.


O médico alerta as mulheres a darem atenção a alguns sinais, como a ocorrência de sangramento vaginal, com o aparecimento de corrimento vaginal amarelado e odor fétido, além de dor pélvica, principalmente nas pacientes sem rotina periódica.


“É importante destacar que o câncer de colo uterino está relacionado à infecção persistente do HPV, histórico de vida sexual precoce, múltiplos parceiros, tabagismo e doença imunossupressora. Como toda doença oncológica, este tipo de tumor, quando é diagnosticado na fase inicial, tem maior chance de cura e preservação da fertilidade, principalmente em mulheres jovens”, alerta.


Para a detecção do câncer, é necessária uma avaliação ginecológica, com a realização do exame citopatológico de papanicolau e, em alguns casos, de colposcopia. Estes são recursos  fundamentais para a detecção precoce, principalmente em mulheres  sexualmente ativas. Na fase inicial, muitas destas lesões por Papilomavírus Humano (HPV) e até tumores iniciais são assintomáticas.

 

Tratamento

Para os casos descobertos precocemente, após a coleta do preventivo e colposcopia com biópsia da lesão, é indicada a conização, ou seja, a retirada do colo uterino, com manutenção da fertilidade. Naquelas mulheres com prole constituída, a histerectomia total, com preservação dos ovários, pode ser indicada.


“Quando a doença for invasiva, é necessário um tratamento cirúrgico radical, ou seja, a retirada do útero, de tecidos adjacentes e linfonodos pélvicos, e, dependendo do estágio da doença, complementação e associação de radioterapia e quimioterapia. Nos casos de doença localmente avançada sem indicação de cirurgia radical, a radioterapia e a quimioterapia podem ser usadas de forma exclusiva para tratamento definitivo ou paliativo”.

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