Candidata a deputada federal, a lagunense afirma que defenderá o desenvolvimento econômico e por mais recursos
A advogada Deise Cardoso (PSD), candidata a deputada federal, quer levar para Brasília uma atuação voltada ao desenvolvimento regional e ao potencial econômico das águas. Lagunense, ela acumula experiências no Executivo e no Legislativo e, em visita ao Diário do Sul, falou sobre sua trajetória política e as principais propostas para a região.
Especializada em Direito Público, foi secretária de Governo e Desenvolvimento, presidente da Flama (Fundação Lagunense do Meio Ambiente), vereadora entre 2021 e 2024 e candidata a prefeita em 2024.
Segundo ela, durante a passagem pelo poder público, participou da busca por investimentos para saúde, infraestrutura, cultura e pesca, além da articulação de projetos junto a órgãos estaduais e federais. Como vereadora, apresentou propostas relacionadas à defesa das mulheres, acessibilidade, saúde e apoio aos pescadores. Também atuou em CPIs e na busca por recursos para obras. “Nós precisamos fazer pontes, ter conexões. Não estamos vivendo e não podemos viver em ilhas”, diz.
Propostas
A principal bandeira da candidatura está relacionada ao potencial econômico das águas. Deise defende ações de desassoreamento e manutenção dos canais, melhorias na navegação, saneamento básico e apoio à pesca e ao turismo. Entre as prioridades estão a Ponte do Pontal e obras para melhorar a saída da calha do Rio Tubarão. “O desenvolvimento vem do mar”, explica.
A candidata defende ainda um plano integrado de prevenção às enchentes, com manutenção contínua das dragagens e ações coordenadas entre municípios, Estado e União. Também cita investimentos nos hospitais, ampliação dos serviços pelo SUS, melhorias nas rodovias e fortalecimento do turismo regional.
Deise afirma que a candidatura busca preencher uma lacuna de representação da região na Câmara dos Deputados. Para ela, os parlamentares precisam trabalhar de forma articulada para buscar recursos e destravar projetos estratégicos. Segundo ela, além de conhecer a realidade local, o representante precisa ter capacidade de articulação em Brasília para transformar as demandas da população em projetos e investimentos. “A gente não pode deixar mais 30 anos os mesmos problemas”, afirma.