O governador Carlos Moisés da Silva (PSL) entregou ontem a defesa referente ao segundo pedido de impeachment em tramitação na Assembleia Legislativa, que trata principalmente da compra dos 200 respiradores artificiais não entregues e da tentativa de contratação do hospital de campanha de Itajaí. Até amanhã, a vice-governadora Daniela Reinehr (sem partido), que também foi citada no pedido de impeachment, deverá apresentar a sua defesa.
Na representação, o governador é responsabilizado pela compra dos 200 respiradores artificiais junto à empresa Veigamed, com o pagamento antecipado de R$ 33 milhões por equipamentos que nunca foram entregues. Os autores da denúncia também apontam responsabilidade do governador na destinação de R$ 100 milhões para o combate à covid-19 e o simultâneo lançamento do edital para a contratação do hospital de campanha que seria instalado em Itajaí.
Com relação à vice-governadora, a representação aponta que ela negligenciou o patrimônio público ao se omitir “criminosamente frente às suas responsabilidades ao Poder Executivo”.
A próxima reunião da comissão especial do segundo pedido de impeachment será no dia 6 de outubro, porém, poderá ser antecipada para amanhã, caso Daniela apresente sua defesa antes do prazo final. O relator, deputado Valdir Cobalchini (MDB), terá o prazo de cinco sessões ordinárias para elaborar parecer, que resultará no projeto de decreto legislativo sobre o acatamento ou não da denúncia.