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Data reforça importância do boto pescador em Laguna

Olhares do mundo inteiro voltados à beleza da interação entre homem e animal

26/05/2025 06:00|Por Redação

“A gente costuma dizer que o boto é nosso patrão e nós somos funcionários dele”, brinca Ademir dos Santos, pescador tradicional que realiza a famosa Pesca com auxílio dos botos, em Laguna.

Reconhecida pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC) como Patrimônio Imaterial do Estado de Santa Catarina desde 2018, a pesca tradicional com o auxílio de botos faz parte da história da pesca no Brasil. 

A atividade é considerada uma manifestação cultural tradicional, secular, de ocorrência extremamente rara, que define uma cultura própria relacionada a códigos com valor histórico.

“Eu pesco há cerca de 20 anos, sou filho e neto de pescador, mas essa não é minha profissão. Nessa época da pesca da tainha nós temos um fluxo maior de moradores e visitantes. Laguna tem uma beleza natural que, aliada a esse espetáculo único da pesca com auxílio dos botos, faz da cidade um lugar maravilhoso para visitar”, orgulha-se Jeferson Duarte.

Ontem foi comemorado o Dia Estadual do Boto Pescador, e a prefeitura de Laguna destaca a importância das leis, projetos e datas alusivas que marcam a relevância socioambiental, cultural e histórica dos botos pescadores.

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“A data tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância da conservação do Tursiops truncatus, também conhecido como boto pescador, boto da tainha ou nariz-de-garrafa, espécie que simboliza a identidade cultural, histórica e ecológica da cidade”, pontua a prefeitura.

Interação   

Reconhecida como a Capital Nacional dos Botos Pescadores por lei federal desde 2016, Laguna abriga uma população local de aproximadamente 50 botos, dos quais cerca de 25 possuem um comportamento singular no mundo: a pesca cooperativa com pescadores artesanais.

Essa interação se dá principalmente no Canal da Barra, onde os botos cercam cardumes de tainha e, ao identificar o momento ideal, emitem sinais para que os pescadores lancem suas tarrafas. 

“O resultado é uma parceria eficiente, na qual tanto os pescadores quanto os botos se beneficiam: os humanos capturam os peixes, enquanto os animais aproveitam os que escapam das redes para se alimentar”, conclui a prefeitura.

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