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Cuidados para celebrar em meio à pandemia

24/12/2020 06:00

O fim de 2020 está próximo e, com ele, além dos tradicionais planejamentos para o novo período, as festas entre familiares e amigos fazem parte dos momentos mais aguardados durante o ano.


Confraternizações que geralmente reúnem no mesmo ambiente pessoas de todas as idades, que aguardam a data para os reencontros com abraços, conversas e troca de presentes, que na maioria das vezes ocorrem regados a ceias, ao redor de mesas. Cenário ideal para a propagação da covid-19.


Diante da gravidade da situação – vários estados brasileiros estão com as Unidades de Terapia Intensiva (UTI) lotadas –, especialistas do Complexo Médico Provida, em Tubarão, orientam como comemorar as datas neste ano.


“O cenário atual é terrível. Estamos diante de uma guerra. O sistema de saúde do Estado está à beira de um colapso, e cada vez mais pessoas são infectadas pelo vírus. A vacina ainda não faz parte da nossa realidade, por isso precisamos pensar e agir de forma que nossas confraternizações não se transformem depois em tragédias familiares”, destaca o cirurgião e médico endoscopista do aparelho digestivo Jaime César Gelosa Souza.


Para o alergologista  Gil Bardini, o cenário está longe de um desfecho positivo. O coronavírus ainda é desconhecido em muitos pontos de sua manifestação e provavelmente não irá embora em 2021, mesmo com o início da vacina contra o vírus.


“Infelizmente, teremos que aprender a conviver com a covid por mais tempo. Precisamos manter as adaptações do modo como tivemos que viver este ano, inclusive para termos alguma festa de fim de ano. A forma como antes realizávamos os encontros familiares, com a presença de muitas pessoas, precisa ser reduzida. Não precisa não fazer nada, mas optar por reuniões com grupos restritos, com as pessoas que temos contato mais próximo, que convivemos diariamente”, orienta.


Fique atento a quadros gripais

A preocupação dos médicos em unir muitas pessoas em um mesmo espaço, mesmo os mais chegados e com a realização de medidas de higienização e uso de máscara, é, em partes, com as possíveis manifestações de quadros gripais.


“No momento em que uma pessoa se alimenta ou bebe algo, ela tira a máscara e, assim, aumenta a transmissibilidade desse vírus. Ela também pode, ao se servir, contaminar os alimentos. O importante é ficar atento a sintomas respiratórios, mesmo que tenha iniciado no mesmo dia ou anterior, pois pode ser o coronavírus. Lembrando que a fase de transmissão começa dois dias antes do início dos sintomas e perdura até dez dias do início das manifestações. Neste período, a pessoa precisa estar isolada, não pode participar de grupos ou sair de casa”, alerta o infectologista Rogério Sobroza de Mello.

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