Uma beleza para o olhar, mas um perigo para a saúde. Essas são as águas-vivas, que vivem nos oceanos e nesta época do ano encontram pela frente a população que frequenta as praias. No ano passado, foram 77 mil pessoas com queimaduras por água-viva em Santa Catarina. Quando isso acontecer, alguns cuidados devem ser tomados.
“A primeira coisa a fazer é procurar um posto de guarda-vidas, para receber os primeiros socorros. Se não tiver nenhum por perto, lave o local com água do mar, mas sem esfregar as mãos na área afetada. A seguir, despeje vinagre e aplique sobre a queimadura por alguns minutos”, ensina a dermatologista da clínica Pró-Vida Maria Virgínia de Mello Guedes.
Conforme a médica, como o veneno é a base e o vinagre é acido, colocando o líquido vai haver alívio e equilíbrio. Nunca lave a área da queimadura com água doce ou qualquer outra substância, como álcool, pois pode estimular a libertação de toxinas. Caso a dor seja muito intensa, o ideal é ir a um pronto atendimento.
“Se houver piora dos sintomas, com reação alérgica pelo corpo, procure um pronto atendimento. Casos mais graves de queimadura por água-viva, com grande parte da área corporal atingida ou em pessoas alérgicas, precisam receber atendimento médico”, alerta a dermatologista.
Casos na região
Em dezembro, uma menina de 13 anos sofreu grandes queimaduras na perna causadas por água-viva, em balneário Esplanada, em Jaguaruna. Outras praias da região, como Itapirubá, também identificaram a presença de águas-vivas no feriadão da virada do ano. Para evitar os ataques, a orientação é que os banhistas fiquem de olho nas bandeiras de cor lilás espalhadas pelas praias – sinalização que indica a presença de animais marinhos perigosos. Também recomenda-se evitar entrar na água à noite, além de não tocar nas águas-vivas, mesmo aquelas que parecem estar mortas na areia da praia.