O primeiro boletim epidemiológico com dados da situação do mosquito Aedes aegypti divulgado pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC), vinculada à Superintendência de Vigilância em Saúde (SUV), alerta que foram identificados 727 focos do mosquito em 75 municípios do Estado até o dia 12 de janeiro deste ano. O número representa 28,4% a mais do que o registrado no mesmo período do ano passado.
Diante do risco de epidemias das doenças transmitidas pelo mosquito, especialmente agora no verão, as ações devem ser intensificadas. A Secretaria de Estado da Saúde conta com profissionais de saúde, laboratórios, veículos, equipamentos e materiais informativos de forma a prestar apoio aos municípios nas ações locais. “Mas mesmo assim, é fundamental o envolvimento de todos para o controle do número de focos do mosquito”, salienta Maria Teresa Agostini, diretora da Dive/SC.
Em Tubarão, o diretor-presidente da Fundação Municipal de Saúde, Daisson Trevisol, diz que no final do ano passado dois focos do mosquito foram encontrados, nos bairros São Cristóvão e São Martinho, mas nenhum caso de dengue foi registrado.
Em Laguna, há três anos não é registrada qualquer incidência do mosquito Aedes aegypti. Durante todo o ano a Secretaria de Saúde, através dos agentes de endemias do município, também realiza um trabalho de fiscalização intensiva. Na manhã dessa sexta-feira, os agentes fiscalizaram dois terrenos próximo ao Centro da cidade que se encontram abandonados, e coletaram material para análise no laboratório próprio do município.
Os proprietários dos imóveis foram localizados, notificados, e foi solicitada a limpeza dos locais pela equipe da Vigilância Sanitária.
Em toda a região, também não há casos de infestação pelo mosquito Aedes aegypti, mas segundo o gerente regional de Saúde, Everson Barbosa Martins, nessa quinta-feira foi encontrado o primeiro foco, em Grão-Pará.
Prevenção o ano inteiro
Em Tubarão, o diretor-presidente da Fundação Municipal de Saúde, Daisson Trevisol, diz que a prevenção da dengue ocorre o ano inteiro, com acompanhamento pelo Núcleo de Endemias. “Agora vamos focar ainda mais na prevenção e na divulgação de algumas informações. Vamos também fazer ações no Centro para alertar o pessoal, e as equipes estão indo nas casas para fazer a prevenção, também, com armadilhas”. Em Laguna, a equipe técnica acompanha semanalmente 120 armadilhas espalhadas pela cidade, e quinzenalmente fiscaliza em média 30 pontos estratégicos como cemitérios, borracharias, ferro velhos e floriculturas. Além disso, palestras de conscientização são realizadas durante todo o ano em escolas, comunidades e postos de saúde. A Regional de Saúde tem um setor de zoonoses que faz diariamente supervisão e dá apoio aos municípios. A equipe da zoonoses da Regional conta com uma bióloga e um enfermeiro.