Com a presença cada vez mais próxima do coronavírus, as pessoas estão mudando seus hábitos ou fortalecendo os já existentes.
Raphael Pandossio, proprietário da academia Sparta, em Tubarão, destaca que assim que a notícia sobre a doença chegou ao Brasil ele passou a disponibilizar álcool em gel em locais de maior circulação da academia: recepção, corredor e nos boxes. Antes disso, já era disponibilizado álcool para a limpeza dos equipamentos após o uso de cada aluno. “É uma forma de proteção para todos. Afinal, estamos lidando com vidas. Já entramos em contato com fornecedores para pedir mais álcool em gel e nos foi informado que a procura aumentou significativamente. Sabemos da importância do uso, e vamos seguir disponibilizando o produto nos principais locais de circulação da academia”.
Para Gabriel Dziekanski de Oliveira, que trabalha na Sparta, o mais importante dos cuidados é ter acesso primeiro às informações corretas sobre a doença e cuidar com a higienização básica através do uso de álcool em gel. “Eu vejo o coronavírus como mais uma das doenças virais que estamos enfrentando. Eu sempre carreguei álcool em gel comigo e tomo anualmente a vacina contra a gripe. E tento me munir ao máximo de informações. Em tempos de notícias falsas, é muito fácil a gente cair em erros e gerar pânico”, pontua.
O médico pneumologista da Pró-Vida Filipe Viana Corrêa explica que entre as medidas para a prevenção e cuidados está a etiqueta da tosse, que é cobrir a boca com o antebraço e lenço descartável no momento da tosse. “Esta continua sendo a forma mais eficaz para evitar a transmissão de todos os vírus, inclusive do coronavírus. Dessa forma, todos nós, tendo os sintomas respiratórios, devemos realizar a etiqueta, juntamente com todas as orientações que o Ministério da Saúde está repassando, como evitar apertos de mão, lavar bem as mãos e se afastar de aglomerações”, explica.
Uso de máscaras
Em relação às máscaras, o médico pneumologista Filipe Viana Corrêa explica que o uso delas deve ser por pessoas que apresentam sintomas respiratórios, como tosse, espirro ou dificuldade de respirar, mesmo quando procuram atendimento médico para proteger as pessoas ao seu redor. “Também devem usar as pessoas, inclusive familiares, que prestam atendimento a pacientes com suspeita ou confirmação de coronavírus. Além delas, profissionais de saúde quando entram em uma sala com pacientes ou quando tratam indivíduos com sintomas respiratórios”, pontua.