Hoje acontece a 14ª edição do Dia Livre de Imposto. A data protesta contra a alta carga tributária e a necessidade de reformas estruturais no modelo fiscal brasileiro. A iniciativa tem engajamento das Câmaras de Dirigentes Lojistas. Em Tubarão, a expectativa é que muitas lojas participem.
Neste dia, lojistas de todo o país vão comercializar produtos e serviços sem repassar o valor da tributação aos clientes. A decisão de adotar ao movimento cabe a cada lojista. Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), as empresas no Brasil gastam, em média, 2 mil horas por ano para vencer a burocracia tributária, sendo considerado o único país em que se gasta mais tempo calculando e pagando tributos do mundo.
Segundo o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Tubarão, Rafael Gomes Silvério, o setor vem sendo sacrificado por um modelo fiscal que pune quem gera emprego no Brasil e que, agora, com a pandemia da covid-19, sente-se duplamente prejudicado. Rafael avalia que, neste contexto, será cada vez mais difícil estimular o investimento e promover o crescimento econômico sem fazer avançar a agenda da reforma tributária.
O sentimento de que a burocracia e as normas obsoletas contribuem para um cenário econômico decadente foi registrado em uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo SPC Brasil, em convênio com o Sebrae.
O estudo aponta que, para 92% dos empresários brasileiros, a reforma tributária precisa ser aprovada com urgência. De acordo com o estudo, a percepção da grande maioria dos empresários de comércio e serviços é de que a reforma terá efeitos bastante positivos sobre diversos aspectos da economia, sobretudo o crescimento do PIB e o favorecimento às famílias de baixa renda, barateando a cesta básica e devolvendo os tributos pagos no consumo de produtos. Apenas nos setores de maquiagem e eletrônico as cargas tributárias são de 58% e 43%, respectivamente.
O brasileiro trabalha mais de cinco meses do ano para pagar impostos. De acordo com o estudo, somente agora em junho, passados mais de 150 dias do início do ano, a população começa a utilizar seus salários em benefício próprio.