O governo do Estado implantou ontem o Centro de Operações de Emergências de Arboviroses (COE-Arboviroses/SC). O COE tem por objetivo auxiliar no enfrentamento da transmissão da dengue no Estado, com foco neste momento na região da Grande Florianópolis.
O número de registros de focos de Aedes aegypti tem crescido a cada semana. Na região, até o último boletim divulgado na semana passada, três cidades são consideradas infestadas. Em Tubarão, são 42 os focos do mosquito ao todo: 26 em Oficinas; oito na Vila Esperança; três no Morrotes; um no Centro; um no Humaitá; um no São Cristóvão e dois no bairro Dehon. Em termos de casos da doença, ainda não há registros confirmados, porém, atualmente, existem quatro suspeitos no município, à espera de resultados de exames. Em São Ludgero, são 64 focos confirmados e um caso positivo importado. Em Imbituba, são 31 focos registrados. Foram também confirmados sete casos de dengue, em Tubarão (1), São Ludgero (1), Braço do Norte (4) e Imbituba (1).
“Esse grupo vai focar e unir os esforços para cuidar da saúde da região que mais registra casos de dengue no Estado. E diante do cenário epidemiológico do Estado, é fundamental o trabalho de todos. Além disso, o governo do Estado irá disponibilizar R$ 10 milhões para assistência dos casos de dengue para os municípios”, destaca o governador Jorginho Mello.
De acordo com os dados atualizados até o dia 18 de março, o Estado registrou 3.044 casos da doença, com um óbito confirmado (Florianópolis). Diante desse cenário, a secretária de Estado da Saúde, Carmen Zanotto, reforça a importância da união dos esforços tanto do poder público quanto da população para prevenção da dengue. “Não podemos permitir que uma doença que tem uma prevenção clara se desdobre em óbitos”, alerta.