Montado em um cavalo, Gilberto Luiz Utzig percorre cidades do país em prol de crianças que, devido a doenças, precisam de ajuda. O Cavaleiro da Esperança, como é conhecido, está em Tubarão e ontem visitou o menino Pedro, de sete anos. Além da Cidade Azul, ele percorreu outros municípios da região.
O zootecnista Gilberto Luiz, de 59 anos, é de São Luiz Gonzaga, no Rio Grande do Sul, e virou o Cavaleiro da Esperança em 2017, quando saiu de seu município a cavalo para ir até Brasília lutar para que não fechassem as portas do hospital da cidade onde vive.
“Há quatro anos e quatro meses percorro o Brasil a cavalo realizando ações em prol do próximo. Desde 2019, ajudo crianças com AME tipo 1. Tudo começou quando fui a Brasília, a cavalo, para protestar contra o fechamento do hospital de minha cidade. De lá para cá, não parei mais”, diz.
Atualmente, o Cavaleiro da Esperança está engajado em seis campanhas. “Estou fazendo campanhas em prol de Isabella, de Rio Fortuna, Laurinha, de Nova Trento, e Ísis, de Torres (RS), todas com AME tipo 1; Luiza, de Guabiruba, com Síndrome de Krabbe; Uriel, de Brusque, que nasceu sem os pés, sem a mão direita, sem boca, sem língua; e agora também a campanha em prol do Pedro, de Tubarão, de sete anos, que nasceu com paralisia cerebral”, conta. “Vamos abraçar a causa para ele conseguir os recursos que necessita”, acrescenta.
O Cavaleiro da Esperança está hospedado no haras de um médico de Tubarão. Além da Cidade Azul, ele esteve em Gravatal, Armazém, Grão-Pará e Rio Fortuna em busca de histórias de crianças que precisam de ajuda.
Curiosidades sobre o cavaleiro
Quando foi a Brasília, ele percorreu cerca de 2,5 mil quilômetros em 120 dias, a cavalo. Na garupa, ele carregou a bandeira do Rio Grande do Sul, com o símbolo do único hospital de São Luiz Gonzaga (RS).
Tatiana Dornelles