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Caso de estupro foi denunciado por jornalista de TB

23/06/2022 06:00

Uma jornalista de Tubarão é a responsável pela produção da reportagem sobre a menina de 11 anos que engravidou após ser estuprada. Paula Guimarães, em parceria com The Intercept Brasil e o Portal Catarinas, trouxe à tona a notícia que chocou o Brasil nos últimos dias.


Paula tem 40 anos, nasceu e viveu na cidade até 2007. Formou-se em Jornalismo pela UniSul. Na reportagem, é mostrado o vídeo, em que uma juíza de Santa Catarina induz a menina de 11 anos, grávida após estupro, a desistir de aborto legal. As imagens trazidas são das audiências do processo e revelam um caso ocorrido em Tijucas. A criança é impedida de realizar um aborto legal, previsto para casos de estupro e em que haja risco à saúde da vítima.


Seu trabalho ganhou repercussão nacional e até internacional. Paula admite sentir “um pouco de preocupação por ser um caso de grande comoção e pela repercussão que tomou”. E demonstra apreensão com o futuro da vítima: “Minha preocupação maior é garantir que a menina acesse o direito e que não sofra ainda mais e que a família não seja exposta e perseguida”.


Paula é pós-graduada em Gestão da Comunicação Pública e Empresarial. Atualmente, é diretora executiva do Portal Catarinas, do qual é cofundadora. Atuou em outros veículos de jornalismo independente, iniciativas culturais e em organizações sociais, entre elas a Rede Feminista de Saúde.


Após veiculação da matéria, Paula desabafou nas redes sociais. “Após alguns dias de doloroso trabalho, saiu a reportagem. Solidariedade à família e a todas as meninas violadas duplamente. Minha revolta às autoridades que usam da assimetria de poder para tamanha crueldade”, diz.

 

MP faz recomendação

O caso trata sobre uma menina de 11 anos que estava sendo mantida pela Justiça em um abrigo para evitar que fizesse um aborto autorizado. Ontem, a Procuradoria da República recomendou que o Hospital Universitário Polydoro Ernani de São Thiago, que negou o aborto legal à menina de 11 anos, estuprada em Santa Catarina, realize o procedimento na criança.

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Diário do Sul
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