Domingo, 21 de junho de 2026
Fechar [x]

Candidato a prefeito é preso

19/11/2020 06:00

Foi cumprido na manhã de ontem, em Brasília, o mandado de prisão preventiva expedido contra o vereador de Garopaba Luiz Antônio de Campos, o Luizinho, candidato à prefeitura do município derrotado nas eleições de domingo. Luizinho foi denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) como o operador central do núcleo público de uma suposta organização criminosa que teria praticado crimes contra o meio ambiente, contra a administração pública, corrupção e outros.


O mandado de prisão contra o candidato havia sido inicialmente cumprido no dia 29 de outubro, na operação Ordem Urbana II, mas, na madrugada seguinte, o então candidato obteve uma liminar em habeas corpus que o colocou em liberdade. Em seguida (30/10), o Ministério Público conseguiu a reversão da decisão no TJSC. Porém, neste dia, o investigado não foi encontrado no endereço que forneceu à Justiça, impedindo nova prisão, em função das limitações estabelecidas pela legislação eleitoral.


Assim, vencido o prazo de 15 dias anteriores e de 48 horas após o pleito, a 1ª Promotoria de Justiça de Garopaba e o Grupo Especial Anticorrupção (Geac) solicitaram ao Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) - força-tarefa coordenada pelo MPSC - o cumprimento do mandado de prisão preventiva em aberto.


Diante da informação de que o vereador se deslocou para Brasília na terça-feira, o mandado foi cumprido, às 6h de ontem, em um hotel daquela cidade, pelo Departamento de Combate à Corrupção da Polícia Civil local, com o apoio operacional do Centro de Inteligência e do Gaeco do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. O vereador será recambiado para Santa Catarina.


Na ação penal ajuizada pelo Ministério Público, o vereador é apontado como operador central do núcleo público da organização criminosa, e atuou como elo fundamental para viabilizar, perante a administração pública, os crimes contra o meio ambiente, contra a administração pública, corrupção e outros.

 

Envolvimento em Garopaba e Imbituba

Além de participar de parcelamentos ilegais de solo, segundo o MPSC, o agente facilitava e executava esquemas na prefeitura e em outros órgãos públicos para permitir e agilizar com privilégios indevidos a obtenção de certidões, nomear indevidamente ruas, ligar energia elétrica ilicitamente e obter descontos indevidos de IPTU. As empreitadas envolviam particulares do ramo imobiliário de Garopaba e Imbituba e agentes públicos dos dois municípios e em posição de grande influência política.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Quer receber notícias de Tubarão e região? Clique aqui.
Diário do Sul
Portaliza - Plataforma de Jornalismo Digital

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com a nossa Política de Privacidade. FECHAR