Felipe Felisbino - Professor
Na última comunicação do presidente do Conselho Estadual de Educação – CEE-SC, professor Osvaldir Ramos, fica expresso o seu respeito pela instituição.
No Brasil, as instituições são objeto de ampla desconfiança dos brasileiros. Pesquisas mostram que cerca de 2/3 dos brasileiros não confiam nas instituições. A crise de legitimidade, na população, manifesta-se sob a forma de descrédito, revelando um mal-estar.
O comprometimento é o que nos faz agir com vigor, convicção e deve estar em comunhão, uma promessa recíproca.
Já a sobriedade é comedimento, equilíbrio, que não possui artificialidade. A eficácia diz respeito à capacidade de alcançar os objetivos propostos, e a eficiência – a efetividade, é a habilidade de se chegar ao que foi desejado da melhor maneira possível.
Mesmo as instituições bem avaliadas estão em declínio.
Os níveis de confiança em relação ao poder público e suas instituições alcançam números não surpreendentes, pois representam o sentimento geral da nação.
O Estado é a última e mais complexa instituição social, pois ele necessita da socialização primária, promovida pelas famílias e de todas as outras etapas relacionadas ao convívio em sociedade – lapidando o indivíduo para a representação.
O problema da representação é que, quando ela se organiza, ela diz quais são as condições para a pessoa ser representável. Quem organiza o espaço de representação define quem ocupa o privilégio da representação.
O descompromisso da representação com a coisa pública propicia o surgimento de uma histeria ética que pode favorecer a desmoralização das instituições.
Para muitos dos brasileiros o sentimento é de que tudo está tão deteriorado que não há o que fazer.
Mas o discurso do presidente do CEE tem outra perspectiva, ratifica o valor da instituição e seus integrantes.
Ele convoca o fortalecimento, reinventando as formas que produzem coesão, consolidando as Instituição. Não “está tudo perdido”, no CEE-SC é diferente.
Essa significação ética das instituições tem raiz no contexto social que lhes deram origem, portanto, o amadurecimento delas não resulta da benevolência de governos, é fruto de um longo caminho e de etapas vencidas.
É básico que, em solidariedade ao país, cada instituição cumpra o seu papel com a responsabilidade e o respeito que devem a cada brasileiro, e que o CEE-SC continue a irradiar este exemplo.