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Artigo: Entrevista vergonhosa do presidente da OAB

13/09/2023 06:00

Lúcio Flávio de Oliveira

Diretor de Redação DS

O presidente da subseção de Tubarão da OAB deu uma entrevista vergonhosa nesta terça-feira à Rádio Tubá. O motivo da entrevista foi o fato de cerca de 50 alunos de Direito terem sido impedidos de realizar a segunda fase de provas da Ordem, neste domingo, em Criciúma, em virtude da interdição da pista, por parte da CCR, em Morro da Fumaça.

Vergonhosa para ele, para a entidade que ele representa e para a cidade de Tubarão. Na opinião de João Batista Blasius, os candidatos deveriam estar em Criciúma no dia anterior. Nem passa pela cabeça do presidente da subseção trabalhar para que as próximas provas sejam realizadas na cidade, favorecendo os alunos de toda a Amurel.


“Tubarão não é o centro ideal para fazer esse tipo de prova. Seria Criciúma, porque tudo converge para Criciúma”, disse o presidente da subseção. Tubarão, cidade considerada um polo em educação e chamada Cidade Universitária, tem duas universidades, UniSul e IFSC, mais a Fucap aqui ao lado, fora várias outras extensões universitárias.


Cada estudante pagou R$ 300 à entidade para a inscrição na prova. Esse dinheiro também serve para que a subseção da OAB envie um representante a Criciúma no dia da prova, mas não o fez. O representante seria um suporte aos estudantes da região. Se tivesse mandado, o representante da OAB local também teria chegado atrasado.  


Com dificuldades de se expressar, o presidente falou, literalmente: “Inclusive, eu falei com um policial rodoviário, né? Tive esse cuidado de contatar com eles, e eles disseram muito claro: se tivessem nos informado, a gente daria um jeito de... né? Pelo menos esse pessoal que tava ali pra fazer essa, essa prova, é... dá um jeito de passar, passar pela outra pista, alguma coisa eles tinham dado jeito. Mas nem isto foi feito, né? Nem um contato disso foi feito. Esse é o problema”.


Exatamente, esse é o problema. Se o presidente da OAB tivesse ligado para a PRF no domingo, o problema estaria resolvido, pelo visto. Talvez viesse um helicóptero resgatar, em meio aos milhares de carros parados na BR-101, um a um, os estudantes que iriam fazer a prova em Criciúma. E ainda adivinhasse em qual carro cada um deles estaria.


Na entrevista desastrosa ainda chamou os estudantes que estavam parados na BR-101 de acomodados. “Poderiam ter acionado a CCR: ó gente, eu tô aqui, preciso fazer uma prova, tenho horário. Não vejo que a CCR ou a Polícia Rodoviária dariam um jeito de passar esse pessoal. Com certeza, dariam. Lamentável, né? Realmente, falta um pouco de atitude”.


Em que mundo paralelo esse vivente habita? No meu, e de todos que conheço, a PRF e a CCR não estão nem um pouco preocupadas com quem fica parado em fila de trânsito. No domingo, registre-se, a PRF nem estava no local do acidente. Estava na pista contrária, quilômetros antes, com um radar para multar, que é a especialidade da casa.  


Nessas horas, sempre que vejo uma pessoa que representa uma classe passar vergonha em público, falando coisas sem sentido, envergonhando não só a si mas a todo um grupo, lembro do filme “Tropa de Elite”. Do personagem de Wagner Moura, o capitão Nascimento, gritando com o soldado incompetente: Pede pra ir embora. Pede pra sair, 02!

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