Felipe felisbino
Professor
No dia 2 de outubro, uma grande parcela dos mais de 156 milhões de eleitores estará votando para escolher um “novo” grupo da representação política dos municípios, estados e do país.
Ouvimos de muitos que estamos vivenciando uma eleição atípica. Atípica foi a de 2018, quando houve uma destruição da classe política.
Hoje, parece que estão em destaque, em tese, os problemas do cotidiano do cidadão. Os candidatos apresentam seus atributos competitivos, contudo somente a popularidade não basta, pois o eleitor parece estar mais maduro, felizmente.
Avaliando as últimas pesquisas, identificamos situações inéditas, como o eleitor amedrontado, o envergonhado e o entusiasmado. Nesse cenário, podemos, sim, afirmar que é uma eleição atípica.
Tem se dado o devido destaque para o tal do voto útil, aquele que o eleitor deixa de apostar no candidato que realmente gostaria de ver no poder para escolher aquele que tenha mais chances de derrotar nas urnas o postulante que não tem afinidade com os ideais dele.
O voto útil pode significar apostar no já ganhou, no concluir as eleições no primeiro turno, como também aquele que decide depois de ouvir os debates e propostas, enfim... trata-se de uma migração, da decisão do voto na reta final.
O voto envergonhado, eis aqui a grande questão atípica desta eleição. O eleitor deixa de expressar suas preferências por vergonha ou medo. Na linha do que “quem cala consente”, podemos tomar dois caminhos, o da anuência ou da negação.
O eleitor tende a omitir sua preferência quando esta contraria a opinião dominante, por medo de isolamento social. Nesse conjunto, destacam-se os eleitores considerados minoria dentro do seu grupo social, que não têm liberdade para expressar sua opinião.
O voto consolidado é aquele que não muda, que é resistente. Nessa eleição, instala-se “um plebiscito”, havendo convicção de ambas as partes, que somam o maior percentual das manifestações de votos. É o eleitorado convencido pela desempenho do candidato, ou pelo voto conservador – “aquele convicto de carteirinha”, o entusiasmado.
As abstenções, nulos e brancos advêm do eleitor que participa passivamente. Nesses casos, o eleitor faz o papel de figurante, ou seja, é o eleitor Pilatos, lava as mãos, sendo feita a vontade da maioria, sem a participação dele.
Portanto, é hora de ser cidadão e de exercer a responsabilidade social, votando conscientemente e orientando aquele menos instruído com ética, exercendo, desse modo, a sua cidadania.