Maurício da Silva
Membro da Comissão que coordena os Seminários
Hoje faz 48 anos da enchente que vitimou 198 pessoas na Cidade Azul, desabrigou 65 mil, destruiu a cidade e causou prejuízo de atualizados R$ 7 bilhões.
O rio Tubarão assoreado e os crescentes eventos climáticos extremos, somados ao fenômeno da recorrência, tornam iminente outra tragédia, com proporções maiores que a de 1974, devido ao adensamento populacional, sobretudo, ao longo das margens do rio.
Se ocorrer, não mais será fatalidade, como em 1974 e anteriores, mas indesculpável omissão, tantos são os alertas, principalmente, do próprio rio (que saiu do leito em 2010) e as tecnologias que permitem prevenção.
Depois da retificação, em 1982, o único movimento concreto era se dirigir para as margens do rio quando as águas subiam e, tão logo baixavam, voltar a agir como se nunca tivesse ocorrido enchentes em Tubarão (há registro de diversas, antes da de 1974) e como se outra não fosse ocorrer.
Foi por meio dos seminários, em cumprimento à lei nº 3.289/2009, que a prefeitura, por meio da Defesa Civil, Conselho Municipal de Segurança, Câmara de Vereadores, Associação de Engenheiros e Arquitetos e entidades afins, uniram-se para sensibilizar e subsidiar as autoridades sobre a premência dos investimentos.
Após dois anos sem os mencionados seminários, devido à pandemia de covid-19, a 18ª edição acontece hoje no auditório da Amurel, a partir das 9h10, e abordará os avanços e as necessidades para que outra tragédia não ocorra.
Assim, após breve pronunciamento das autoridades, será apresentado um vídeo com imagens da inundação de 1974 e o impacto socioeconômico nos dias atuais. Na sequência, o engenheiro Claudemir Souza dos Santos, coordenador da comissão que acompanha os projetos, fará histórico dos investimentos e dos projetos ambiental e executivo. A posição do governo do Estado através do engenheiro Alexandre Martins.
Após as contribuições do público e os encaminhamentos, o evento será encerrado. O seminário cumpre os objetivos ao trabalhar “memória, prevenção e reação eficiente”. Participe! Ou mais vidas e patrimônios públicos e privados irão rio abaixo, novamente.