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Artigo: 15 de maio, Dia do Assistente Social

15/05/2020 06:00

Maria Dolores Thiesen

Professora do curso de Serviço Social da Unisul


No Brasil, comemoramos a profissão do(a) assistente social no dia 15 de maio. É importante conhecer e valorizar o trabalho que assistentes sociais realizam no seu cotidiano.


Mas o que faz o(a) assistente social? Qual a diferença entre serviço social, assistente social, assistência social e assistencialismo? Vejamos:


- Serviço social: profissão de nível superior regulamentada pela lei 8.662/1993;


- Assistente social: profissional com graduação em Serviço Social (em curso reconhecido pelo MEC) e registro no Conselho Regional de Serviço Social (Cress) do Estado em que trabalha;


- Assistência social: política pública prevista na Constituição Federal e direito de cidadãos e cidadãs, assim como a saúde, a educação, a previdência social e outras. É regulamentada pela Lei Orgânica da Assistência Social (Loas), constituindo-se como uma das áreas de trabalho de assistentes sociais;


- Assistencialismo: forma de oferta de um serviço por meio de uma doação, da boa vontade ou interesse de alguém. Não é política pública.


O Código de Ética do(a) assistente social baliza as ações da categoria profissional. A defesa dos direitos humanos é uma das prescrições constitutivas dos princípios fundamentais do Código de Ética. No seu artigo 3°, afirma que é dever do(a) assistente social, na relação com a população usuária, “participar de programas de socorro à população em situação de calamidade pública, no atendimento e defesa de seus interesses e necessidade”.


E o momento atual nos impele a falarmos da profissão no contexto da pandemia da Covid-19. A maior parte da categoria de assistentes sociais trabalha em contato direto com a população, nos equipamentos públicos (como Cras, Creas, postos de saúde, hospitais, agências do INSS), que, em situações de emergência, como a que estamos vivendo, precisam continuar em funcionamento para atender às demandas da população.


Neste contexto desafiador, os assistentes sociais estão sendo chamados a prestar socorro à população por conhecerem de perto as necessidades da população e o território em que essas pessoas vivem.


No Brasil, como temos acompanhado nas mídias, grande parte da população não tem acesso a políticas sociais. No campo da saúde, apesar de o sistema ser público, há desigualdade no acesso. Muitos não possuem acesso a condições de saneamento básico, o que tem dificultado os cuidados em relação à saúde, estando, assim, mais expostos à proliferação e contaminação.


Dessa forma, no contexto da pandemia, os assistentes sociais têm realizado o trabalho no atendimento direto à população vulnerável e seguem na luta cotidiana ao direito igualitário à população que é desprovida de condições dignas de vida.


Isso reforça a importância do trabalho de assistentes sociais para que a população tenha acesso aos serviços de saúde, assistência e previdência social, além de benefícios eventuais que serão essenciais para a manutenção da vida da população mais empobrecida.


Pela trajetória da profissão marcada por tão grandes feitos e pela coragem diante dos desafios do tempo presente: parabéns, assistentes sociais!

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