Candidato do PSOL destaca em suas propostas a educação, a tarifa zero e o combate à violência contra as mulheres
Aos 29 anos, Andrew Leal chega à disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa com uma trajetória ligada à educação e a projetos sociais em Criciúma. Natural do Rio Grande do Sul, mudou-se ainda jovem para o município e começou a atuar na área educacional aos 14 anos, auxiliando famílias e estudantes na busca por bolsas de estudos.
A relação com os estudos também faz parte de sua história pessoal. Andrew precisou interromper a formação entre os 11 e os 20 anos para trabalhar e ajudar a família. Mais tarde, concluiu os estudos pelo EJA, formou-se em Pedagogia e fez pós-graduações em neuropsicopedagogia clínica, neurociência e docência no ensino superior. Atualmente, cursa um mestrado internacional em Administração, de forma on-line, com bolsa integral.
No empreendedorismo, participou da criação de uma escola de ensino profissionalizante durante a pandemia, voltada à qualificação de pessoas para o mercado de trabalho. Ele também integra um projeto de defesa pessoal destinado a crianças e adolescentes em Criciúma.
Andrew já disputou duas eleições para vereador no município. A candidatura estadual surgiu após um convite do PSOL, partido ao qual se filiou. Durante visita ao Diário do Sul, falou sobre a decisão de entrar novamente na disputa eleitoral e as pautas que pretende defender.
“Eu quero conseguir auxiliar mais pessoas através desses projetos e criar novos projetos, para que a população saia com a vida transformada. Eu já tenho vários projetos desenvolvidos, outros projetos na área da educação, como bolsa de estudos, ajudar outras pessoas a ingressar no mercado de trabalho. E a política faz parte do nosso dia a dia”, afirma.
Propostas
A educação é a principal bandeira apresentada pelo candidato. Entre as demais propostas estão a tarifa zero no transporte público, acompanhada da ampliação de linhas e horários, e o fim da escala 6x1, com redução da jornada sem diminuição salarial.
Andrew também defende o funcionamento das Delegacias da Mulher durante 24 horas e maior capacitação dos profissionais que atendem vítimas de violência. Outra pauta citada é a ampliação da acessibilidade e das políticas de inclusão para pessoas com deficiência.