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Alvo de operação, Carlos Moisés se defende

01/10/2020 06:00

Após as buscas e apreensões realizadas na Casa da Agronômica — onde mora -, e no Centro Administrativo do governo do Estado, em Florianópolis, na manhã de ontem, por conta da Operação Pleumon, em ação conjunta da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF), o governador Carlos Moisés (PSL) afirmou que considerou a ação “desnecessária e injustificada”.


Ao todo, cinco mandados de busca e apreensão foram cumpridos no Estado. Além do governador, dois ex-integrantes do governo também são alvos da operação deflagrada pela Polícia Federal e a Procuradoria Geral da República. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos na casa dos três investigados, no gabinete do governador e na Casa Civil, no Centro Administrativo do governo. Na Casa da Agronômica, agentes da Polícia Federal e do MPF chegaram por volta das 6h de ontem.


Moisés também continuou negando envolvimento na suposta fraude na compra dos 200 respiradores, que custaram R$ 33 milhões pagos antecipadamente pelo governo sem licitação, da qual é alvo de investigação e de um segundo processo de impeachment.


“O que houve na residência oficial do governador, na nossa avaliação, é uma busca e apreensão desnecessária e injustificada. Tem dois meses, pelo menos, que oferecemos à Justiça, ao Superior Tribunal de Justiça, documento, materiais, equipamentos, enfim, peticionamos, inclusive, isso em juízo para que fosse acessado de forma muito tranquila e transparente, objetivando o esclarecimento dos fatos. Na nossa avaliação, não há nenhum fato novo que motive essa busca e apreensão”, disse Moisés em coletiva à imprensa.


Entre os itens apreendidos, estão um celular e computador do governador, além de imagens de câmeras de videomonitoramento. A investigação está sob sigilo.


Nota oficial

O governo do Estado também emitiu nota oficial em relação à operação. “O governo do Estado apoia todas as investigações necessárias para apurar eventuais irregularidades no processo de compra de respiradores e permanece à disposição das autoridades para colaborar. Este apoio não é apenas formal, já que foi o próprio governador do Estado quem determinou, em 23 de abril, o início das investigações pela Polícia Civil”.

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