Para sindicato, alternativa para frear aumentos está na mudança para imposto único
O preço ao consumidor da gasolina comum subiu pela segunda semana seguida e atingiu o valor médio no país de R$ 7,270 o litro, o mais alto já registrado pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O recorde anterior foi verificado na semana de 13 a 19 de março, quando o combustível estava sendo vendido a R$ 7,267, a primeira vez acima de R$ 7. Com a alta nos preços, o movimento nos postos de combustíveis vem registrando queda.
Dados do Sistema de Levantamento de Preços (SLP) da ANP indicam que, na semana entre 17 e 23 de abril, a média por região foi menor no Sul, com R$ 7,109, e maior no Centro-Oeste, com R$ 7,440. O maior valor encontrado para a gasolina foi R$ 8,559 e o menor, R$ 6,190. A pesquisa envolveu 5.235 postos de abastecimento.
Em Tubarão, o valor do litro da gasolina varia entre R$ 6,64 e R$ 6,67 a comum, e R$ R$ 6,74 e R$ 6,77 a aditivada, com pagamento à vista (podendo alterar em alguns postos). Segundo os estabelecimentos que trabalham com combustíveis na Cidade Azul, a alta no preço registrada desde o início do ano vem se revertendo em queda no consumo pelos motoristas. “Muitos estão trocando o tipo de combustível por outros de menor valor, ou até trocando de veículo, preferindo motocicletas, que consomem menos, ou mesmo bicicletas. O que se percebe realmente é que o movimento caiu bastante nos últimos tempos”, avaliam.
Preço pode chegar a R$ 8
Para o vice-presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis de Florianópolis (Sindópolis), Joel Fernandes, com o anidro tendo aumentos frequentes, as perspectivas não são boas relacionadas ao valor da gasolina. “Sendo assim, não duvido que até o fim deste primeiro semestre o preço do litro chegue a R$ 8. E se o barril do petróleo voltar a subir, tendo em vista que o dólar já voltou a registrar aumento, a Petrobras deverá aumentar o combustível também e, assim, ultrapassar fácil os R$ 8”, estima. Na avaliação de Joel, uma das alternativas para frear estes aumentos seria a reforma tributária, com um imposto único. “Hoje, estes valores são quase 50% de imposto”, pontua.