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Zico é recebido com festa em Capivari de Baixo

04/09/2019 06:00
Guilherme Corrêa/DS

Depois de 15h de viagem, o paratleta Ezequiel de Souza Corrêa, o Zico, foi recebido com uma grande festa na tarde de ontem, em Capivari de Baixo. Ele voltou à cidade após conquistar o tão sonhado ouro nos Jogos Parapan-Americanos, em Lima. Vitória que também garantiu a classificação dele para o Mundial no Japão, em 2020.


A recepção em grande estilo foi preparada em frente ao Ginásio Municipal Juan Manoel dos Santos. Crianças, jovens e adultos pararam para dar um abraço no atleta e conferir de perto a medalha especial que já faz parte da coleção de Zico. Os primeiros abraços recebidos, claro, foram da família.


Depois, Zico foi presenteado pela prefeitura de Capivari de Baixo com uma medalha celebrando a conquista no Parapan.


Bastante emocionado, Zico falou sobre a volta pra casa. “Me preparei por dez meses para a competição em busca dessa medalha de ouro. Fui o primeiro paratleta de Santa Catarina a fazer parte da Seleção Brasileira no halterofilismo. Mesmo depois de 15h viajando, é revigorante chegar em Capivari, cidade que tanto amo, e ver tantas pessoas me esperando. Já recebi propostas de outros locais até maiores, como São Paulo, mas tenho orgulho de ser daqui e representar a minha cidade”, explicou Zico.


Depois da recepção e das fotos, o atleta subiu em um carro do Corpo de Bombeiros e desfilou pelas principais ruas de Capivari de Baixo. Lá de cima, recebeu o carinho dos moradores, muitos deles rostos conhecidos e que já fazem parte da rotina de Zico, que tem 31 anos.

 

GAROTO DE OURO

Entre o público que esperava ansioso pela chegada de Zico estavam dona Cléa e seu Luiz, pais do atleta. “A gente estava assistindo à competição quando ele ganhou. Foi e continua sendo uma emoção que não tem comparação. Ele é um filho maravilhoso, querido por todos. É, literalmente, um garoto de ouro”, disse Cléa, bastante orgulhosa do filho. Seu Luiz contou que o ouro também remete ao esforço de Zico desde o nascimento, por conta de uma má formação dos membros inferiores. “Até os dez anos de idade, eu carregava ele no colo. E olha onde ele está hoje. É um orgulho pra gente, pra nossa cidade. E o Zico vai ainda mais longe, pode ter certeza”, afirmou.

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Guilherme Corrêa

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