O Brasil começou ontem o segundo dia de provas dos Jogos Parapan-Americanos de Santiago, no Chile, passando das 50 medalhas e sendo o líder do quadro geral, sendo 23 de ouro, 16 de prata e 17 de bronze. Uma delas foi conquistada pelo morador de Capivari de Baixo Ezequiel Corrêa, o Zico, no halterofilismo.
Zico foi bronze. “Em 2019, quando recebi a convocação para fazer parte da seleção brasileira de halterofilismo na categoria até 72 quilos, treinei muito e fiz por merecer, onde me consagrei campeão Lima 2019. Quatro anos depois, aqui estou com mais uma medalha no peito, só que agora a de Santiago 2023”, comemora o atleta.
Zico também fez uma avaliação sobre a competição. “Competi e treinei muito, dei o meu melhor, tentei de tudo para não errar em nada. Eu não fiquei mais fraco, muito pelo contrário, eu estou mais forte e experiente. A modalidade está crescendo cada vez mais, está aparecendo novos atletas bastante fortes. Isso quer dizer que o esporte está tendo um alcance mais longe, o que é importante para o crescimento do movimento paralímpico, mas falo em especial da minha modalidade halterofilismo”, aponta Zico.
Ezequiel, que tem malformação congênita do osso fibular, é formado em educação física e tem uma academia em Capivari de Baixo. Ele faz parte da delegação brasileira, que conta com 324 atletas, 190 homens e 134 mulheres, em 17 modalidades. Desses competidores, 51 têm até 23 anos, 108 são cadeirantes, 132 são estreantes no evento continental, 72 treinam nos Centros de Referência do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e 11 disputaram o Parapan de Jovens, em Bogotá, Colômbia, em junho. A competição reúne cerca de 1.900 esportistas de 31 países até o próximo dia 26.