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Um pódio para ficar na história

24/04/2023 06:00

Um segundo lugar para ficar na história. No fim de semana, Luís Guilherme Pacheco, de 18 anos, conquistou a prata na Corrida Rústica das Apaes.


Luís possui transtorno do espectro autista em uma forma severa e representou a Apae de Sangão na prova de 50 metros. Por conta da conquista e do mês de conscientização do autismo, o jovem será homenageado na Câmara dos Vereadores do município, hoje. “É uma emoção muito grande. Depois de tanto suor e dedicação, veio a recompensa”, celebra a professora de educação física Camila Balsini.


A corrida foi realizada no Parque Diamante + Energia, em Capivari de Baixo, e contou com a participação de alunos das Apaes de nove Apaes do Litoral Sul do Estado: Garopaba, Imaruí, Imbituba, Laguna, Capivari de Baixo, Tubarão, Jaguaruna, Treze de Maio e Sangão. Os selecionados nesta etapa vão representar a região no estadual deste ano, que será disputado em Lages.


A história de Luís ganhou destaque na última edição do DS. De acordo com a mãe de Luís Guilherme, Gilmara Rocha Pacheco, o jovem foi diagnosticado com autismo aos três anos. “Passamos por momentos muito difíceis, de superação. Aos 12 anos foi ainda pior, ele começou a ficar mais agressivo. Estamos há 15 anos fazendo tratamentos, alguns que deram certo, outros nem tanto”, conta.


Quando chegou à Apae de Sangão, há cerca de três anos, segundo a professora Camila Balsini, foi um grande desafio. “O Luís Guilherme possui uma forma severa de autismo. Era muito complicado lidar com ele. As aulas precisavam ser dentro da sala, porque ele fugia, era agressivo. Mas fui me aproximando, ganhando sua confiança, percebendo do que ele gostava, e hoje temos uma relação muito forte, tanto que o treinei para a corrida que vamos participar nesta quinta”, comemora.


Camila diz que aproveitou o fato do menino gostar de jogar bola e o levou para o campo existente na Apae. “Era um pouco arriscado, porque era aberto e ele poderia fugir. Mas não, ele permaneceu, e foi participando das atividades cada vez mais. A primeira vez que jogamos futebol no campo cheguei a filmar e mandar para os pais dele, que se emocionaram”, lembra.


“Hoje, o Luís Guilherme interage, passeia, vai à missa, vai a todos os lugares conosco. Ele é um autista mais que especial, não tem mais medo, tem uma vida social. Tenho muito a agradecer à Apae de Sangão e aos seus professores, pois conseguimos chegar até aqui com a ajuda deles e do doutor Michel, seu médico, que acertou no seu tratamento com medicação também”, complementa a mãe.


Destaques da Prova

A professora de educação física da Apae, Camila Balsini, conta que outros alunos da Apae de Sangão também se destacaram na corrida. “O aluno Joanderson ficou em segundo lugar nos 400 metros d.i (deficiência intelectual) e a Liliane ficou com o terceiro lugar na mesma prova. Outros alunos ganharam medalhas de participação, como o Matheus e a Maria Eduarda”, diz.

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