Patrícia Amorim/Assessoria HLFC/DS O preparador de goleiros do Hercílio Luz, Alexandre Júnior, concedeu uma entrevista coletiva para falar sobre a atuação dos goleiros. O ex-atleta profissional, que há dez anos trabalha como preparador de goleiros, chegou para integrar a equipe da comissão técnica neste ano. É sua segunda passagem pelo clube, já que fez parte do acesso em 2017.
Na opinião de Alexandre, a preparação de goleiros tem mudado a cada ano, tornando o trabalho cada vez mais exigente. “Nossa atuação tem mudado muito, já que o defensor não utiliza só as mãos em seu trabalho, é preciso saber jogar com os pés e entender taticamente a equipe”, contou.
Seu trabalho com o Leão iniciou 20 dias antes do Catarinense. “Foram 20 dias de pré-temporada e preparação para o campeonato, um trabalho intenso e árduo. Não tem um dia que não trabalhamos firmes. Minha maneira de trabalhar é intensa e foi bem aceita pelos atletas”, disse.
Até o momento, o Hercílio Luz disputou três jogos; a equipe colorada acabou conquistando apenas um ponto nas partidas, e a defesa tem sido um dos principais alvos de críticas. “O goleiro passa a ser muito exigido quando a equipe fica com um jogador a menos; é evidente que houve algumas dificuldades de reposições, mas estamos trabalhando e evoluindo nesse quesito. No jogo contra o Juventus, eu diria que o Roballo foi o destaque da equipe, teve pelo menos oito intervenções de média distância e vinte atuações de passes de bola”, afirmou o preparador.
Ainda, na visão de Alexandre, o Campeonato Catarinense não é um campeonato, é um torneio. “É muito rápido, e às vezes falta ritmo de jogo para acertar algumas coisas. Acho que algumas críticas, em especial ao Roballo, foram construtivas, mas outras, injustas”.
No momento, a competição segue paralisada por conta da pandemia. “A paralisação não é legal, todos querem jogar. No entanto, pra nós, veio em um momento bom para ajustarmos o que está errado”, avalia Alexandre.