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Kickboxing: jovem é aposta em Capivari de Baixo

17/09/2021 06:00

Keyla Martins, com apenas 11 anos, já é campeã catarinense de kickboxing e uma promessa na modalidade. Estudante do 6º ano da escola Santo André, em Capivari de Baixo, é a única atleta da unidade de ensino. Ela viu no esporte, além da educação, uma nova ferramenta para também garantir uma vida promissora à mãe e os nove irmãos.

A atleta é treinada pelo professor Leonardo Mendes, que também é o empresário de Keyla. “Estamos tentando uma vaga para que ela dispute o Sul-Americano de Kickboxing, que ocorrerá ainda neste ano, em Cascavel (PR), entre os dias 8 e 12 de dezembro. Para isso, precisamos de apoio e também um encaixe de uma federação, já que não conseguimos lutar o Brasileiro neste mês (entre os dias 4 e 6), no Rio de Janeiro (RJ), e que poderia dar uma vaga carimbada se ela ficasse entre as melhores”, informa.


Leonardo relata que a atleta é uma promessa na região e muita gente já se ofereceu para treiná-la. “O seu talento e dedicação são notórios. Enche os olhos dos profissionais das lutas. Não à toa, queremos prepará-la em outra modalidade, o boxe olímpico, o open boxe, no qual a Keyla também pode ser referência no Estado. Já treinei muito adulto que não tem o mesmo foco e coragem dela”, aponta. “Até o fim de 2021, pretendemos agendar pelo menos uma ou duas apresentações dela”, complementa Leonardo.


Até as próximas competições, a atleta segue focada na missão. A maior influência dela no kickboxing é um dos irmãos, o Natanael, que já pratica a arte marcial há alguns anos. “Um dos meus irmãos é árbitro de futebol, outro é atleta de lutas, e foi onde tive minha inspiração inicial. Eu o assistia treinar e o professor me chamou também. Agradeço muito a oportunidade. Quero crescer no esporte e um dia ser profissional”, resume Keyla, ainda tímida com as palavras.


A mãe Ruth, que trabalha como faxineira, também acompanha os passos da filha. “Minha matéria preferida na escola é educação física. Sei que o esporte pode me abrir muitas oportunidades”, resume a menina, que não hesita em falar: “Ainda irei disputar uma Olimpíada defendendo o Brasil”, sonha.

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