Maicon Laureano/DS O morador de Tubarão Francisco Agostinho, de 47 anos, sempre foi movido a desafios. Motivado por esse sentimento, ele criou, junto com amigos, um grupo que pratica esportes radicais. Canoagem, trilhas e rapel são algumas das atividades. Segundo Francisco, a intenção é superar limites.
A última aventura do grupo aconteceu em dezembro do ano passado. Eles praticaram rapel na cachoeira do Rio Chapéu, em Rio Fortuna. Segundo Francisco, foi preciso enfrentar uma altura de 160 metros para descer até a base.
“Foi o maior rapel que já fizemos. E teve o desafio de ser um local inédito, onde nunca ninguém tinha praticado antes. Então, tivemos que lidar com a questão da insegurança, ter muito cuidado”, conta Francisco.
Depois de aproximadamente quatro horas, o grupo, enfim, conseguiu completar o rapel. “Correu tudo tranquilamente. Fomos em três colegas, um cuidando da segurança do outro. Ao final, tomamos um banho para coroar”, recorda o esportista.
Francisco relata que pratica esportes radicais há mais de 20 anos. De suas atividades de canoagem pelas lagoas da região e pelo rio Tubarão surgiu o grupo “Econoagem”, que hoje reúne aproximadamente 15 aventureiros.
“Quando a gente completa um desafio como esse, é como a sensação do surfista que pega a onda perfeita. Uma sensação de superação de limites”, destaca.
Outro rapel que Francisco relembra foi o realizado na Ponta das Laranjeiras, tendo a Ponte Anita Garibaldi como vista. “A sensação de fazer rapel nesse local com os amigos foi fantástica, porque a vista ali é maravilhosa. Mais uma atividade que fizemos que correu tudo certo e todos voltaram para casa realizados”, diz.
TRABALHO EM GRUPO
Rapel é uma atividade praticada com o uso de cordas e equipamentos adequados para a descida de paredões e vãos livres. Foi criada a partir de técnicas de alpinismo, e deve ser praticada apenas com o acompanhamento de especialistas. O rapel é realizado essencialmente em grupo, pois cada integrante deve ajudar o companheiro.