Depois de perder treinador, jogadores e funcionários pela falta de pagamento, o Figueirense pode agora perder partidas. Os jogadores do clube definiram pela greve, e se não houver o pagamento do salário de julho e o direito de imagem dos últimos três meses, não entrarão em campo na próxima terça-feira, contra o Cuiabá, em partida fora de casa.
Os jogadores também pedem, em nota oficial divulgada pelas redes sociais, que não haja retaliação e nem demissões até o fim da competição. A princípio, o grupo embarca hoje para Mato Grosso, onde irá aguardar o recebimento do dinheiro. A equipe não treina desde sexta, um dia depois de perder para a Ponte Preta, como protesto pelos atrasos dos salários.
A resposta do elenco veio pouco depois da divulgação de uma nota oficial do Figueirense, que se manifestou apenas dois dias do início da greve. Nela, a empresa Elephant, gestora do futebol, afirma que os pagamentos serão realizados somente no dia 28 de agosto.
No começo deste ano, jogadores pediram para sair do clube pela falta de pagamento. A mesma motivação levou Hemerson Maria e o goleiro Denis a deixarem o Figueira. Em campo, a equipe catarinense vem de duas derrotas consecutivas e ocupa a 12ª colocação na Série B do Campeonato Brasileiro, com 20 pontos.