Na tarde de terça-feira, o presidente Jair Bolsonaro falou pela primeira vez após a derrota nas urnas. Ele fez um breve discurso em Brasília, no qual agradeceu seus eleitores e evitou fazer referências aos protestos de seus apoiadores, que bloqueou rodovias por todo o Brasil, mas disse que não se pode cercear o direito de ir e vir. “Os atuais movimentos populares são fruto de indignação e sentimento de injustiça, de como se deu o processo eleitoral. As manifestações pacíficas sempre serão bem-vindas, mas os nossos métodos não podem ser o da esquerda, que sempre prejudicaram a população, como invasão de propriedades, destruição de patrimônio e cerceamento do direito de ir e vir”.
Somente na noite de ontem, Bolsonaro foi mais enfático e pediu o desbloqueio total através do Twitter. Ainda na segunda-feira, quando os bloqueios nas estradas completava 24 horas, o governador eleito de Santa Catarina com apoio de bolsonaristas, Jorginho Mello, disse não concordar com as manifestações que bloqueiam as rodovias do Estado desde a noite de domingo. “Quebradeira não constrói nada, não vai mudar nada”, afirmou.