Mil quilômetros. Essa é a distância que o tubaronense Peter Rosa, de 43 anos, vai enfrentar entre os dias 19 e 29 deste mês, quando vai participar daquela que é considerada a maior ultramaratona da América do Sul.
A prova será em Engenheiro Paulo de Frontin, no Rio de Janeiro. Somente 30 atletas vão participar do evento esportivo. Para fazer parte desse seleto grupo, é preciso ser aceito pela organização e ter no currículo provas acima de 200 km. Maratonistas da Argentina e do Uruguai também vão participar.
“Teremos quatro atletas de Santa Catarina na prova e vou fazer o meu melhor. Estou concentrado e focado. Bem provável que sentirei muitas dores, já que a prova é bastante dura e desafiadora. Mas a dor é inevitável e sofrer é opcional”, conta Peter.
O tubaronense corre há 25 anos e se dedica às provas de longa distância há 12. Atualmente, só participa das supermaratonas com mais de 200 km. Por duas vezes, Peter já correu na África do Sul em uma das provas mais difíceis do mundo. Ao todo, já foram quase 800 participações em circuitos. Mesmo com um currículo invejável na modalidade, Peter sabe que o desafio dos 1.000 km promete ser um dos mais desafiadores da carreira.
“Cada atleta terá que correr, no mínimo, 100 km por dia, das 6h às 24h, dormir em uma barraca, acordar e partir para o dia seguinte. A prova será no entorno de um lago onde todos terão que dar 850 voltas para fechar os 1.000 km. Não tenho a pretensão de competir com ninguém, o objetivo é superar os meus próprios limites”.
Além de Peter, outros três catarinenses participarão da prova, representando Florianópolis e Gaspar. Entre eles, está a ultramaratonista Débora Simas, que correu por sete dias na esteira de um shopping da capital, em julho. Foram pouco mais de 800 km percorridos, quebrando o recorde sul-americano.
Desafio
Segundo o regulamento da prova, os atletas precisam respeitar o mínimo de 100 km percorridos por dia. “Não adianta fazer 120 km em um dia. Se fizer 99 no outro, está fora. Tem que dosar e saber que tem o dia seguinte. Se você não estiver na largada às 6h, está desclassificado”, explica o regulamento. O respeito pelo meio ambiente também será avaliado e nenhum resíduo poderá ser jogado na rota. Quem fizer isso será penalizado com a desqualificação.
Guilherme Corrêa