Bom dia, boa tarde, boa noite, conforme a ocasião!
Charles Boycott era administrador de terras na Irlanda no século XIX. Durante um conflito agrário, a comunidade passou a se recusar coletivamente a trabalhar, negociar ou manter relações com ele. Até que isso ocorresse, ninguém nunca tinha boicotado ninguém. É que o verbo inglês “to boycott”, “boicotar” em português, foi criado em homenagem ao irlandês, fazendo-o famoso.
Quer saber de outro famoso? Étienne de Silhouette, que foi ministro das Finanças da França no século XVIII. A imprensa da época e artistas em geral costumavam retratar o ministro sempre com linhas simples, apenas pelo contorno escuro de seu rosto. Hoje, “silhueta” parece uma palavra completamente independente de seu personagem histórico, mas o contorno que identifica algo é chamado de silhueta em homenagem ao francês Étienne de Silhouette.
E tem um caso divertido nesta mesma linha, o de John Montagu. Esse nobre inglês era detentor do título de Conde de Sandwich, um pariato da Inglaterra. De família rica, John gostava de jogar cartas e o fazia com tanta dedicação que não saía das mesas de jogos nem para jantar. Assim, pedia aos serviçais que lhe trouxessem a carne envolvida em fatias de pão. A iguaria foi batizada de “sandwich” em homenagem ao conde.
Essas três historinhas e centenas de outras parecidas têm em comum o fato de terem originado “epônimos”, que são termos usados para designar algo e que têm origem em nomes de pessoas, ligadas ou não aos fatos.
A palavra vem do grego eponymos, formado por epí (“sobre”, “em”) + ónoma (“nome”). A ideia original era a de alguém “que dá seu nome a algo”.
Muitos são os epônimos que usamos no nosso dia a dia, alguns de origem conhecida, outros nem tanto. Alguns exemplos:
Motor a diesel, em referência a Rudolf Diesel. Pasteurização, processo associado a Louis Pasteur. Darwinismo, associado a Charles Darwin. Maquiavelismo, termo derivado de Nicolau Maquiavel, associado às ideias e interpretações de sua obra. Guilhotina recebeu o nome de Joseph-Ignace Guillotin, embora ele não tenha inventado o aparelho. Doença de Alzheimer, em referência ao pesquisador Alois Alzheimer. Síndrome de Asperger, ligada a Hans Asperger. Lei de Murphy, em referência a Edward A. Murphy. Escala Richter, em referência a Charles Richter.
E assim, de epônimo em epônimo, os dicionários vão crescendo em dimensões napoleônicas (em referência a Napoleão Bonaparte, que tinha uma certa mania de grandeza).
Acordar
- Quero acordar ao seu lado pelo resto de minha vida...
- Eu levanto às 5 da manhã.
- Ah, então não!
Fidelidade
Nem sempre a fidelidade plena é o comportamento correto. Eu acredito que, de vez em quando, tanto homens como mulheres, devem ser infiéis. É cada vez mais importante trair. Traia o seu celular com um livro, você vai ver como o relacionamento melhora.
Promessas
Convivemos muito com algo que poderia ser chamado de promessa social. Dava até para ser, sei lá, um gênero literário, no qual o “vamos marcar qualquer hora” seria o maior best-seller da falsidade.
Moisés
Pé na estrada nestas últimas horas de campanha eleitoral, outro candidato de Tubarão, o ex-governador Carlos Moisés da Silva. Almejamos sucesso!
Henrique
O gente boa Henrique Philippi Barreiros, celebrando nova idade com muita alegria. Parabéns, amigo!
Keko
Gilmar de Souza, o famoso Keko, festejando sua data querida no final de semana. Festa boa, provavelmente. Abração, amigo!
Ronaldo Sant’anna
Jornalista, escritor e professor Ronaldo Sant’Anna recebendo o carinho dos muitos amigos pela passagem de seu aniversário. Parabéns, mestre!
Frase solta, que deveria estar presa:
“O que a boca não fala, os olhos reviram.”