Há um ano, escritor tubaronense Maciel Brognoli dá visibilidade a realidades pouco conhecidas em encontros casuais
Contar boas histórias é um talento para poucos. É isso que faz o escritor e cronista do Sul Agora Maciel Brognoli. Nesta sexta-feira, ele comemora um ano sendo a ponte entre personagens e leitores através do portal e da página no Instagram “A Vida que Ninguém Vê”, que já conta com quase 18 mil seguidores.
Idealizado e produzido por Maciel, que é policial municipal em Tubarão, o projeto conta até agora com 88 histórias publicadas. Além de uma minibiografia do entrevistado que Maciel encontra casualmente no dia a dia, o autor publica os encontros em vídeos no Instagram.
A proposta inicial era mostrar ao público pessoas simples, que não têm visibilidade social, mas carregam consigo boas histórias para contar. Com o tempo, o projeto evoluiu para também ouvir pessoas já conhecidas na sociedade, mas que, através da conversa intimista com Maciel, contam histórias nunca antes reveladas.
Cada história traz ensinamentos, tanto para Maciel quanto para os leitores. “Sempre gostei de ouvir histórias contadas por pessoas mais velhas. Não importa se são totalmente verdadeiras ou fruto da imaginação. Cada conversa traz um aprendizado novo que levo para a vida”, detalha o cronista, que escreve para o Sul Agora desde que o portal foi lançado, em dezembro de 2019.
Para ele, é uma grande satisfação dar oportunidade a pessoas que passaram a vida inteira em silêncio, muitas vezes porque poucos demonstraram interesse em conhecer suas trajetórias.
“Sinto uma satisfação imensa ao perceber a alegria nos olhos das pessoas com quem converso, simplesmente por se sentirem valorizadas quando alguém se interessa genuinamente por suas vidas e histórias”, explica Maciel.
Olhar atento
O fato de circular constantemente pela cidade, devido à atividade como policial, ajudou Maciel a encontrar muitas pessoas e histórias interessantes. “Isso confere credibilidade à conversa. Algumas das histórias que contei, inclusive, nasceram de diálogos iniciados pelas próprias pessoas, que se aproximaram de mim por outros motivos e acabaram compartilhando suas vidas”, conta.
Em tempos em que quase sempre se dá atenção apenas a quem tem algo a oferecer social ou financeiramente, “A Vida que Ninguém Vê” segue mostrando que toda história importa. Ao longo deste primeiro ano, Maciel Brognoli abriu espaço para vozes que raramente são ouvidas e provou que, com sensibilidade e disposição para escutar, é possível transformar encontros simples em registros marcantes.