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Pais suspeitam de agressão contra criança em creche

Filha teria aparecido com hematoma na orelha e mudado comportamento

02/04/2026 06:00|Atualizada em 02/04/2026 14:05|Por Redação

Uma família de Jaguaruna suspeita que a filha, de um ano, tenha sido agredida dentro de uma creche do município. O caso é investigado pela Polícia Civil e por meio de um processo administrativo instaurado pela prefeitura.

De acordo com os pais, a situação teria ocorrido na Escola Municipal Professora Cecília Ávila Schmitz, no bairro Garopaba do Sul. A criança frequenta a unidade desde o início do ano.

“Primeiro, notei que ela sempre chegava com a fralda cheia de xixi, que não era trocada. E isso se repetiu por alguns dias. Até conversamos em casa que podia ser o momento de adaptação, que eram muitas crianças na turma”, relata a mãe, que prefere não se identificar.

A família procurou a direção da escola para relatar a situação. Nos dias seguintes, segundo a mãe, a filha começou a apresentar mudanças de comportamento.

“Ela é brincalhona, não é tímida, não é chorona. Porém, o comportamento dela mudou. Não queria mais ir à escola, chorava, fazia berreiro, o que não é normal para ela. Chegava a me agarrar no pescoço. Também passou a acordar durante a noite, chorando desesperada. Eu e meu marido estranhamos”, conta.

No início de março, ao buscar a menina na escola, a mãe percebeu um machucado na orelha da criança. Segundo ela, ainda na unidade, acionou a diretora, que buscou informações com as professoras.

“Uma das professoras disse que poderia ser picada de inseto. Outra falou que poderia ser porque as crianças dormem em uma espécie de rede. Perguntei se ela havia chorado ou demonstrado dor, mas disseram que não. Isso foi em uma sexta-feira. No fim de semana, fiz um teste, dizendo que a levaria à escola, e ela voltou a chorar, dizendo que não queria. Em um momento, perguntei como as professoras brincavam com ela, e ela respondeu: ‘dodói, mamãe’”, relata.

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Busca médica  

Na segunda-feira seguinte, a família levou a criança ao posto de saúde. O atestado médico, ao qual o Diário do Sul teve acesso, aponta que o ferimento na orelha é compatível com lesão causada por “compressão, resultando em um hematoma, acompanhado de uma pequena lesão, que pode corresponder a unha ou objeto cortante”.

“A médica emitiu o documento e acionou o Conselho Tutelar. Foi marcada uma reunião com o órgão, a direção da escola e as professoras, mas, mais uma vez, disseram não saber o que aconteceu. Também conversamos com o secretário de Educação, mas até o momento não tivemos retorno”, afirma a mãe.

Desde então, a criança não está frequentando a creche. “Também procuramos a Polícia Civil e denunciamos a atuação do Conselho Tutelar ao Ministério Público por possível negligência, pois não houve encaminhamentos”, relata o pai. “O que queremos é que isso não aconteça com outras crianças”, completa a mãe.

Secretaria de Educação e Polícia Civil apuram o caso

Ao Diário do Sul, o secretário de Educação de Jaguaruna, Sandro Duarte, informou que a pasta instaurou um processo administrativo para apurar os fatos.

“Na escola nunca houve fato desta natureza e isso também não ocorreu em nossa rede de ensino. As profissionais envolvidas sempre demonstraram comprometimento. Esperamos que os fatos sejam esclarecidos pela sindicância e, a partir disso, haja a absolvição ou eventual penalização, conforme o processo administrativo”, afirmou.Em nota, a Polícia Civil informou que a corporação aguarda o resultado de exame complementar do Instituto Geral de Perícias (IGP), que poderá esclarecer se a lesão está relacionada a picada de inseto, queda com impacto em objeto ou outra causa. “Por ora, não há elementos para afirmar que tenha havido agressão contra a criança”, informou a Polícia Civil.

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