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Motorista que matou ex-jogador vai a júri

Réu, de 32 anos, responde por homicídio doloso qualificado pela morte do ex-atleta, atropelado em 2021 em Laguna

02/09/2026 06:00|Por Redação

O motorista que atropelou e matou o ex-jogador de futebol João Batista Lemos, o Tita, de 54 anos, será submetido a júri popular hoje, em Laguna. A sessão está marcada para as 9h.

O acidente aconteceu há mais de quatro anos, em 9 de dezembro de 2021. A sentença que determinou a ida do réu, de 32 anos, a júri popular foi proferida em maio de 2024. Ele se entregou no dia seguinte ao atropelamento, acompanhado de seu advogado de defesa.

Tita foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros, mas morreu horas depois, sem resistir aos ferimentos provocados pela colisão. O ex-jogador teve passagens pelo Laguna Esporte Clube, Marcílio Dias e Ferroviário, de Tubarão, e disputou partidas válidas pelo estadual profissional.

O atropelamento ocorreu por volta das 7h20, quando Tita andava de bicicleta na rodovia de acesso à BR-101 e foi atingido por um veículo Tucson prata. Segundo os bombeiros, ele foi socorrido em estado grave, com sinais de traumatismo cranioencefálico, e chegou a ser levado ao Hospital de Caridade Senhor Bom Jesus dos Passos, onde morreu.

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Ultrapassagem   

Conforme as investigações da Polícia Civil, concluídas em 2022, o atropelamento aconteceu no acostamento da via, durante uma manobra ilegal de ultrapassagem pela direita, em velocidade acima da permitida. Testemunhas relataram que, após a colisão, o motorista não reduziu a velocidade. Pelo contrário, retornou à pista e fugiu em direção à BR-101, segundo a PC.

O acusado alegou à época ter fugido por medo de linchamento, mas os investigadores constataram que as pessoas reunidas no local buscavam apenas prestar socorro à vítima.

Imagens de câmeras de segurança analisadas no inquérito mostraram uma condução considerada agressiva desde o bairro Mar Grosso até o momento do acidente. Outra gravação mostrou que o motorista quase atropelou um segundo ciclista pouco antes da colisão que matou Tita. A polícia também apontou indícios de possível embriaguez do condutor.

Diante das evidências, o réu foi indiciado por homicídio doloso, crime cuja pena pode variar de 12 a 30 anos de prisão.

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