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Ex-policiais recebem primeiras condenações

Dupla foi sentenciada a dois anos na Vara Militar. Justiça comum ainda não julgou o caso

13/02/2023 06:00

Dois ex-policiais militares foram condenados pelo desaparecimento de Diego Bastos Scott, de 39 anos, que morava em Laguna. Eles foram sentenciados a dois anos, um mês e dez dias de prisão em regime aberto.  


O caso ocorreu em janeiro de 2021, quando o morador de Laguna, Diego Bastos Scott, foi visto pela última vez sendo colocado, pelos policiais, dentro de uma viatura.


Os ex-policiais receberam penas por prevaricação e falsidade ideológica em função de declaração falsa e por não levarem Diego à delegacia, conforme prevê o procedimento policial. A sentença foi publicada na sexta-feira, pela Vara de Direito Militar de Florianópolis, e os réus Eduardo Rosa de Amorim e Luiz Henrique Corrêa de Souza podem recorrer em liberdade. Os dois chegaram a ser presos um mês após o desaparecimento e foram expulsos da corporação há um ano.


A defesa do acusado Eduardo Rosa de Amorim, feita pelo advogado Rafael de Jesus da Silva, manifestou-se por nota: “Mantemos nossa confiança na Justiça, apesar da sentença equivocada, que acreditamos deverá ser modificada após análise do recurso que apresentaremos, principalmente por não condizer com a realidade dos eventos”.


Desaparecido desde 15 de janeiro de 2021, o morador Diego Bastos Scott, de 39 anos, foi filmado por uma câmera de monitoramento às 17h03. As imagens registram a abordagem dos dois militares, que o colocam no banco traseiro da viatura. Depois disso, Scott não foi mais encontrado.


Além do processo na Vara Militar, outro corre na justiça comum, também de autoria do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). Nesse, os réus são acusados de improbidade administrativa. Até a noite de sexta, esse processo seguia em andamento, sem decisão.


Saiba mais sobre o caso

Quando o caso teve início, os policiais negaram que tiveram contato com Diego. No entanto, após descobrirem que imagens de monitoramento haviam flagrado a ação, eles mudaram a versão. Os policiais, então, afirmaram que tinham levado o homem para a estrada geral da Praia do Gi, cerca de oito quilômetros de distância de onde foi a abordagem, e o deixado no local. A câmera usada no serviço e o tablet da ocorrência estavam desligados. O aparelho foi religado por volta das 17h28, quando os agentes retornaram à residência da família e informaram que “ele não voltaria para incomodar naquele dia”, descreveu o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).

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