O Tribunal de Justiça manteve a decisão de submeter a júri popular o caso da mulher, de 27 anos, acusada de matar um homem de 67 anos por asfixia, em Tubarão, em abril de 2021. Segundo apurou a investigação, o homem, que havia sofrido um acidente vascular cerebral e possuía dificuldades motoras, vivia sozinho na casa. Ele recebia visitas femininas eventuais, e a suspeita foi a última delas. Ela aparecia ocasionalmente e também se incumbia de afazeres domésticos, como limpeza da casa e lavação de roupas.
A denúncia foi feita por um vizinho da vítima, após passar três dias sem vê-la, mas estranhar que sua marmita era entregue e recolhida diariamente da porta de sua moradia. Ao se aproximar pelo lado de fora da casa, percebeu um cheiro forte em um dos quartos e ingressou pela porta dos fundos. O homem resolveu fazer uma busca na casa e encontrou o corpo da vítima enrolado em lençóis.
Quando a polícia chegou ao local, o vizinho apontou a mulher como suspeita. Eles a trouxeram até a casa e ela acabou confessando o crime. Disse que houve um desentendimento entre eles e por isso asfixiou o homem. A ré também foi acusada de ocultação de cadáver, por ter enrolado o corpo em tecidos como se fosse uma trouxa de roupas; e por fraude processual, pois limpou as manchas de sangue, removeu o corpo de lugar e alterou o local do crime, em ação cujo objetivo seria induzir o juiz e os peritos ao erro.