Ex-prefeito dedicou mais de três décadas ao atendimento de crianças e adolescentes
Divertido, sempre com um sorriso no rosto, uma brincadeira saudável para descontrair e alegrar os que com ele estavam, Olavio Falchetti, ou tio Olavio, como é conhecido por mais de 11,5 mil crianças e adolescentes já atendidos na Fundação Joanna de Angelis, o ex-prefeito, um dos torcedores símbolos do Hercílio Luz, receberá inúmeras homenagens neste momento de despedida, mas certamente pediria que os recursos por ventura destinados para flores, coroas, sejam revertidos para doação a quem mais precisa.
Com a esposa Jane Dal-bó Falchetti, a tia Jane, e alguns outros voluntários, iniciaram, em 1992, um projeto para fornecimento de almoço, aos sábados, para famílias carentes do Bairro Passagem. Adquiriu-se um terreno e de uma pequena construção com depósito e banheiro hoje a Joanna de Angelis, fundada em agosto de 1994, atende aproximadamente 250 crianças e adolescentes com educação infantil de 0 a 5 anos e o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos no contraturno de 6 a 17 anos. Educação primorosa, alimentação, música, informática, esportes. Quem visita a creche sai encantado.
Participante desde o início do trabalho, a voluntária Semiana Choaib conta, com emoção, sobre os momentos vividos com Olavio. “Naquela época a dona Jane comentou com ele sobre a necessidade de uma creche na comunidade, para atender as crianças em situação de vulnerabilidade. A resposta foi rápida e certeira: vamos construir. Ele não tinha vergonha de pedir apoio para empresários, governantes. E todos faziam questão de contribuir, por saberem da seriedade e da responsabilidade dele e da esposa. Não fossem eles, hoje a fundação não existiria. Até hoje é assim”, enfatiza.
No fim de maio foi inaugurada a mais recente obra de ampliação e melhoria na creche, o Parquinho Diamante, reconhecimento para a Diamante Energia, a qual contribuiu com a maior parte dos recursos. Em breve um novo e moderno refeitório também estará à disposição. Ex-alunos, hoje formados e reconhecidos em suas profissões, fizeram questão de participar e, com brilho nos olhos, relatavam que não chegariam aonde estão não fosse a oportunidade de conviver e estudar no local. Histórias reais de voluntariado e amor sem esperar nada em troca.