Candidato a deputado federal, ele visitou o DS e apresentou suas propostas
Aos 21 anos, Artur de Farias Vieira, o Tuco, disputa pela primeira vez uma eleição. Candidato a deputado federal pelo Missão, ele esteve no Diário do Sul para falar sobre o início de sua trajetória política e apresentar as principais bandeiras que pretende defender caso seja eleito.
Natural de Tubarão e morador de Laguna, Tuco atuou profissionalmente como consultor de seguros. Apesar da pouca idade, afirma que o interesse pela política começou cedo e que passou a acompanhar com maior proximidade o debate político a partir de sua identificação com o Movimento Brasil Livre (MBL).
O convite para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, segundo ele, surgiu como oportunidade de transformar em atuação política ideias que já defendia para Santa Catarina e o país. Esta será sua primeira experiência como candidato a um cargo eletivo.
Tuco afirma que pretende concentrar parte de sua atuação na área da segurança pública. Entre os temas apresentados estão o controle do fluxo migratório, o combate ao crime organizado e políticas relacionadas à dependência química.
Propostas
Em relação à imigração, o candidato defende maior controle sobre a entrada e permanência de estrangeiros no país. Na avaliação dele, Santa Catarina tem recebido um número significativo de imigrantes e é necessário que o poder público acompanhe esse movimento, especialmente diante das dificuldades enfrentadas por aqueles que chegam ao Estado sem acesso a emprego ou moradia.
Outra bandeira apresentada é o enfrentamento ao crime organizado. Tuco considera que, apesar dos indicadores de segurança de Santa Catarina, é necessário agir preventivamente para impedir o fortalecimento de organizações criminosas no Estado. Para ele, medidas de combate precisam ocorrer antes que esses grupos ampliem sua estrutura e tornem o enfrentamento mais complexo.
O candidato também defende a internação compulsória em casos de dependência química. A medida, segundo ele, seria direcionada especialmente a situações consideradas graves, incluindo pessoas em situação de rua que não aceitam voluntariamente o tratamento.
“Muitos moradores em situação de rua têm problemas sérios com drogas e é óbvio que não aceitarão, na maioria das vezes, serem internados por vontade própria, já que a negação faz parte da doença. Para que possa haver o tratamento nestes casos, defendo a internação compulsória”, afirma.