Ex-secretário de Infraestrutura e policial militar de carreira, candidato pretende atuar como “voz” para cobrar soluções
Policial militar de carreira e ex-secretário de Estado da Infraestrutura, Thiago Vieira (Podemos) disputa pela primeira vez uma eleição para deputado estadual. Em entrevista ao Diário do Sul, o candidato destacou a experiência acumulada na segurança pública, na infraestrutura e na gestão da saúde como base para a candidatura e defendeu a continuidade de projetos iniciados em diferentes regiões de Santa Catarina.
Vieira afirma que entrou na política após ser convidado a participar da gestão do então governador Carlos Moisés. Entre 2020 e 2022, esteve à frente da Secretaria de Estado da Infraestrutura. Antes disso, atuou na Polícia Militar e participou da criação de programas como a Rede Catarina de Proteção à Mulher e a Rede de Vizinhos. Após deixar a secretaria, retornou à corporação e passou a atuar na área de saúde.
Segundo o candidato, nesse período foi implantada uma rede estadual com cerca de 70 clínicas de psicologia credenciadas para atender policiais militares e bombeiros. Para ele, segurança, infraestrutura e saúde são áreas prioritárias justamente pela experiência acumulada ao longo da carreira.
Na região Sul, Vieira cita obras e projetos como a revitalização de vias em Tubarão, a Serra do Corvo Branco e intervenções em diferentes municípios. Ele também destaca investimentos realizados durante sua passagem pela Secretaria de Infraestrutura e defende que obras iniciadas por uma gestão sejam mantidas pelos governos seguintes.
“Eu nunca gosto de deixar as coisas pela metade. A gente plantou muitas sementes de obras de estado. É possível que o próximo mandato não consiga finalizar muitas delas, mas não podemos deixar essas obras paralisadas”, afirmou.
Propostas
Apesar de apontar áreas ligadas à própria trajetória, o candidato diz que o mandato não deve ficar restrito a determinadas pautas. Como exemplo, citou a situação dos guarda-vidas civis. Vieira defende a criação de uma transição para que esses profissionais possam ter vínculo empregatício, já que atualmente atuam de forma voluntária. Segundo ele, a mudança poderia beneficiar os trabalhadores que desejarem esse tipo de vínculo e garantir maior estrutura à atividade.
“O deputado, o representante, o líder, não precisa ser guarda-vidas. Ele tem que receber a dor, entender o problema, ouvir e dialogar com quem é impactado”, declarou. Vieira também afirma que pretende atuar cobrando o Executivo e ajudando na construção de soluções, independentemente de quem esteja no governo. “O candidato a deputado não executa. Eu fui executivo. Mas o papel do deputado é ser a voz”, resumiu.