Costureiras voluntárias de Tubarão fazem, há 30 anos, trabalhos nas paróquias
Foto: Matheus Machado/SA/DS Desde 1996, um grupo de mulheres de Tubarão dedica parte do seu tempo à confecção de roupas e enxovais para famílias em situação de vulnerabilidade.
O grupo de costureiras voluntárias, fundado pela irmã Léa, no bairro Humaitá, está atualmente presente em cinco paróquias da cidade: Monte Castelo, Morrotes, Humaitá, Passagem e Oficinas.
Atualmente, mais de 110 mulheres participam das atividades, cada uma dedicando uma tarde por semana para confeccionar roupas e enxovais destinados a mães carentes, imigrantes recém-chegados, creches e escolas.
Em cada sala, dezenas de voluntárias transformam sobras de tecido em novas peças, mantendo vivo um trabalho que atravessa gerações.
De acordo com Adelir Modolon, uma das fundadoras do grupo e responsável pela sala da Paróquia São Francisco de Assis, no Monte Castelo, o projeto se mantém com o apoio de fábricas, lojas e organizações como a Cáritas, além de doações que ajudam na compra de linhas e outros materiais.
Os tecidos utilizados na produção chegam de diferentes regiões do estado e do país. Os materiais vêm de Curitiba, Blumenau, Florianópolis e até do Porto de Imbituba, e são, em grande parte, retalhos e sobras industriais que ganham novo destino nas mãos das costureiras.
Produção
No salão da paróquia de Monte Castelo, dez voluntárias fixas e outras seis colaboradoras externas mantêm o ritmo de produção semanal. Em 2024, durante as enchentes no Rio Grande do Sul, o grupo chegou a enviar um ônibus repleto de doações ao estado vizinho.
Quem quiser colaborar com o projeto pode procurar qualquer uma das cinco paróquias participantes e contribuir com doações de tecidos, roupas ou materiais de costura.